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Página

5

de

61

1.

Introdução

O Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei Federal nº 13.005 em

25 de junho de 2014, vigente até 2024, prevê 20 metas e 254 estratégias que tratam,

precipuamente, da melhoria na oferta e na qualidade da educação básica. Algumas metas,

como as de números 1 (universalizar a educação na pré-escola) e 3 (universalizar o ensino

médio), já tiveram o prazo de atingimento esgotado em 2016, muito embora as unidades

federativas estejam, ainda hoje, muito aquém de seu cumprimento.

Em 03 de março de 2016, o Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de

Desenvolvimento da Educação (FNDE) assinaram, com a Associação dos Membros dos

Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa (IRB), um acordo de

cooperação visando a estimular a implementação do PNE. Como resultado, foi criado o

Grupo de Trabalho Atricon-IRB (GT),

o qual atuou em prol da fiscalização e do

acompanhamento da execução dos planos de educação, além de debater e propor medidas

para a análise da qualidade dos gastos na área.

Dentre as principais realizações do GT estão o desenvolvimento do Sistema de

Monitoramento dos Planos de Educação (TC educa) e o estabelecimento de meios de

validação dos dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação

(SIOPE) junto aos Tribunais de Contas brasileiros.

O TC educa foi concebido através de uma parceria entre os Tribunais de Contas do

Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Minas Gerais (TCE-MG) e Rio Grande do Sul (TCE-RS),

podendo ser acessado, desde 2017, no endereço

https://pne.tce.mg.gov.br .

O sistema cruza

dados do Censo Escolar (realizado pelo INEP/MEC, de 2014 a 2017) com a estimativa

populacional produzida pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) até 2012,

a partir dos dados do IBGE/2010, e apresenta a situação atual e o histórico das metas do

PNE nos Estados e Municípios, permitindo a visualização de seus indicadores em termos

de percentuais de atendimento. Até o momento, a ferramenta contempla os dados

referentes às metas 1 e 3, consideradas as mais críticas em termos de educação básica – já

que, como já mencionado, não foram cumpridas no prazo determinado. As demais metas

estão em fase de desenvolvimento.