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As escolas da rede municipal carecem, em especial, de infraestrutura voltada à

acessibilidade para pessoas com necessidades especiais e de berçários, itens presentes em

menos da metade das escolas do Estado.

Constata-se que a região em situação mais precária é a Sudeste. Com 5% dos

Municípios do Estado, é a única em que nenhum dos recursos de infraestrutura aparece em

70% das instituições de ensino municipais. É crítica a falta de berçários, disponíveis em

apenas 82 dos 357 (22,97%) estabelecimentos. Além disso, apresenta os menores

percentuais de escolas contando com rede pública de água, banheiros adaptados para

crianças e parque infantil.

Investimento

2.2

De acordo com os dados informados ao SIOPE pelos Municípios gaúchos, o

investimento médio por aluno da educação infantil no Estado é de R$ 6.903,7

3 2

– um

pouco superior à cota do FUNDEB estimada para creche e pré-escola em tempo integral,

que corresponde a R$ 5.389,36, mas muito aquém dos US$ 8.900,00 aplicados, em média,

pelos países da OCDE

3

.

Do total repassado pelo FUNDEB, cerca de R$ 32,32% foi aplicado na educação

infantil – portanto, quase 70% desses recursos são destinados ao ensino fundamental e

médio.

O percentual aplicado em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), cujo

mínimo é de 25%, tem média no Estado de 28,80% no ano de 2017 (28,39% em 2016,

28,64% em 2015 e 28,59% em 2014).

Em relação às mesorregiões, a aplicação de recursos públicos em educação infantil

pode ser verificada a partir do seguinte quadro:

2

Valor médio contemplando informação do indicador 4.1 para 469 Municípios; 28 Municípios não

disponibilizaram informações referentes a 2017.

3

Fonte:

https://www.oecd-ilibrary.org/education/education-at-a-glance-2017/brazil_eag-2017-74-en,

p. 2.

Acesso em 21-06-2018.