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Apresentação

A sociedade exige dos órgãos de fiscalização uma atuação cada vez mais proativa.

O controle tradicional, centrado eminentemente no exame de conformidade da atuação

estatal, é insuficiente em nosso cenário político-administrativo marcado pela escassez de

recursos e pela ineficiência do gasto público.

A Lei Federal nº 13.005, de 2014, estabeleceu o segundo Plano Nacional de

Educação (PNE). Com vigência de 2014 a 2024, o Plano contempla 20 metas e 254

estratégias voltadas à melhora da qualidade da educação e à erradicação do analfabetismo,

com a universalização do atendimento escolar, superação das desigualdades educacionais,

aplicação de recursos públicos proporcionais ao Produto Interno Bruto (PIB) e valorização

dos profissionais do ensino.

Transcorridos quatro anos desde a publicação do PNE, torna-se necessário o

questionamento quanto ao que foi realizado pelos Administradores Públicos do Estado e

dos Municípios gaúchos quanto à concretização do direito à aprendizagem. Com esse

propósito, o Grupo de Trabalho Atricon-IRB (GT) vem trazer aos gestores e legisladores e,

sobretudo, à sociedade informações a respeito da educação no Rio Grande do Sul, com

ênfase na educação infantil.

Para tanto, o presente estudo foi elaborado com base em dados provindos do

Sistema de Monitoramento dos Planos de Educação (TC educa), desenvolvido pelo GT, e

do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE), com

números validados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) a partir da adesão deste,

em 2017, ao Acordo de Cooperação firmado entre a Associação dos Membros dos

Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e o Fundo Nacional

de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Trata-se, portanto, de mais uma ação do Grupo de Trabalho Atricon-IRB,

demonstrando as potencialidades, principalmente para os órgãos de controle, oriundas

dessas bases de dados e o impacto positivo da cooperação entre os entes envolvidos com a

educação no Brasil. Tais esforços viabilizam o monitoramento das metas dos planos de

educação, ajudando a concretizar o papel indutor dos Tribunais de Contas no sentido de

uma atuação pedagógica, contribuindo para a qualificação do planejamento e do gasto

público.

Por fim, considerando que se avizinha a elaboração e a apreciação dos Orçamentos

para o exercício de 2018, os números expostos também podem subsidiar os atores

institucionais e a cidadania no esforço para a concretização do direito fundamental à

educação.

Porto Alegre, julho/2018.

Conselheiro Cezar Miola,

Coordenador do GT Atricon-IRB.