Principal > Notícias Coronavírus > 7. Serviço de Perícias Médicas - SPM

 

6. Bem-estar e Saúde




 


 

 

 

Confira aqui as 10 faixas que, segundo a ciência, podem diminuir a sua ansiedade:

1. Weighless (Marconi Union)

2. Electra (Airstream)

3. Mellomaniac – Chill out Mix (DJ Shah)

4. Watermark (Enya)

5. Strawberry Swing (Coldplay)

6. Please don't go (Barcelona)

7. Pure Shores (All Saints)

8. Someone like you (Adele)

9. Canzonetta Sull’Aria (Mozart)

10. We can fly (Café Del Mar)


Referências:
1- Montello, Louise- Inteligência Musical Essencial: a musica como caminho  para a cura, a criatividade e a plenitude radiante. São Paulo, ed: Cultriz, 2004.
2- Site Psicologia a Dois: http://www.psicologiaadois.com.br/geral/neurocientistas-criam-playlist-que-diminui-a-ansiedade/


Por Julio Cesar Kirst

Oficial de Enfermagem do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS, biólogo e especialista em Neurociências.


 

25 de novembro: Dia Nacional do Doador de Sangue

 

A data tem como objetivo agradecer aos doadores de sangue pela ação de doar e busca sensibilizar a população para a importância da doação. O mês de novembro foi escolhido por preceder um período de estoques baixos nos bancos de sangue.

Para reforçar a importância da doação de sangue, sensibilizar novos doadores e fidelizar os que já doam, o dia 25 de novembro é considerado o Dia Nacional do Doador de Sangue. O sangue funciona como um transportador de substâncias de extrema importância para o funcionamento do corpo e não pode ser substituído por nenhum outro líquido. Por esse motivo a doação é tão importante.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o percentual ideal de doadores para um país esteja entre 3,5% e 5% de sua população. No Brasil, esse número é preocupante, pois não chega a 2%. Esta quantidade ainda sofre uma queda alarmante durante os feriados e as férias, períodos em quem os hemocentros operam com menos que o mínimo necessário. “O baixo estoque impacta diretamente a quantidade de procedimentos realizados, com suspensão de cirurgias e transplantes, afetando, também, a qualidade do atendimento dos pacientes com distúrbios hematológicos, crônicos e agudos. Atualmente, para conseguir atender ao número de hemorragias nas vítimas de violência é necessário um aumento significativo de doadores de sangue”, explicou a coordenadora de Hemoterapia do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Maria Cristina Pessoa dos Santos.

 

Fonte:  Blog da Saúde - Dia Nacional do Doador de Sangue


 

Novembro Azul: Parte I - Informações gerais, estatísticas e fatores de risco

 

Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas instituições no mês de novembro dirigida à sociedade e, principalmente, aos homens, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. É um órgão pequeno, sua forma lembra uma maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso).

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Mas, ao contrário da maior parte do câncer de pele não-melanoma, que é benigno, o câncer de próstata pode ser maligno. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. Outros, porém, crescem de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que não chegam a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

 

Estatísticas

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 65.840 novos casos de câncer de próstata. Esse valor corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens (Instituto Nacional de Câncer, 06/02/2020).

Um em cada 9 homens será diagnosticado com câncer de próstata durante sua vida.

O câncer de próstata ocorre principalmente em homens mais velhos. Seis em cada 10 casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de 66 anos.

O câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, atrás do câncer de pulmão. A cada 41 homens, pelo menos 1 morrerá de câncer de próstata.

O câncer de próstata pode ser uma doença grave, mas a maioria dos homens diagnosticados com a doença não irá morrer por causa dela.

 

Fatores de risco

• A idade é um fator de risco importante, uma vez que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

• Ter pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos, podem refletir tanto pelos fatores genéticos (hereditários) quanto pelos hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

• Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado.

• Exposições a aminas aromáticas (comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio) arsênio (usado como conservante de madeira e como agrotóxico), produtos de petróleo, motor de escape de veículo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas estão associadas ao câncer de próstata.

 

Por José Victor Martinez,
Neurologista do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.

Fontes: INCA, Oncoguia e Sociedade Brasileira de Urologia.

 

*ATENÇÃO: As informações aqui apresentadas são para orientar e apoiar e de maneira alguma substituem a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

 

Novembro Azul: Parte II - Sinais e sintomas, detecção precoce e tratamento

 

Sinais e sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite).

 

Detecção precoce

A melhor forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal.

Cabe lembrar ainda que os níveis de PSA, por si só, não indicam ou afastam a presença de câncer de próstata. Ele é um dos fatores a serem levados em conta durante a avaliação.

Assim, a melhor maneira de se fazer a avaliação é individual, devendo-se levar em conta as características de cada um. A necessidade de fazer exames laboratoriais ou de imagem deve ser discutida com o seu urologista.

 

Tratamento

Para doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (acompanhamento clínico da doença, utilizada quando o tumor tem características pouco agressivas) podem ser oferecidos.

Para doença localmente avançada, a radioterapia ou a cirurgia em combinação com tratamento hormonal tem sido utilizadas. Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após o médico e o paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

 


Por José Víctor L. Martínez
Neurologista
Orientador Técnico do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS

 

 

Novembro Azul: A atividade física e o câncer de próstata

 

Novembro é a vez dos homens terem um mês dedicado a informações voltadas à sua saúde e ao combate do câncer de próstata. No Brasil, embora sejam feitas diversas campanha de conscientização pelos órgãos de saúde municipais, estaduais e nacionais, bem como pela mídia em geral, ainda existe um grande tabu sobre a realização do exame (BRASIL, 2017).

Portanto, o que queremos colocar em pauta, que muitas vezes não é dito e/ou por vezes encontra-se fora do saber popular, são os benefícios do estilo de vida saudável, tendo como principais frentes a alimentação e a prática de exercícios físicos no tratamento de indivíduos acometidos pela doença. O fator preventivo que a atividade física pode exercer sobre o câncer de próstata é o foco que queremos abordar.

A atividade física regular promove ganhos na prevenção do aparecimento do câncer de próstata, de acordo com estudos. Pesquisas como a de Lee e colaboradores (1992), mostram que indivíduos que foram fisicamente mais ativos e obtiveram gasto calórico igual ou superior à 4.000 kcal/semana apresentaram metade do risco daqueles que gastaram menos de 1.000 kcal/semana em qualquer atividade.  Dados esses que colaboram com os achados de Shepard (2017) que, em sua revisão da literatura, informa que a atividade física vigorosa é benéfica tanto na prevenção da recorrência da doença quanto na melhoria da sobrevida após o diagnóstico e tratamento do câncer de próstata, isto é, a atividade física demonstra ser eficaz na prevenção e durante o tratamento.

Quanto ao tratamento, é importante ressaltar que a atividade física, principalmente a atividade de lazer e recreativa, atua de forma a reduzir os índices de evolução da doença para estágios mais avançados que ocasionalmente culminam em morte. Nesse sentido, Wilson et al. (2012) ainda alertam que indivíduos que praticam atividades físicas intensas por mais de 3 horas semanais, se comparados aos que praticam 1 hora ou menos, têm mais de 60% de chance de não desenvolverem estágios avançados da doença. Isso ocorre porque o exercício físico regular de intensidade moderada melhora a capacidade funcional, diminuindo a produção de marcadores inflamatórios, evitando, portanto, essa progressão da doença, melhorando os níveis de fadiga e função sexual, bem como auxiliando na diminuição da circunferência abdominal e pressão arterial, o que acarreta em uma maior qualidade de vida (BOING et al., 2016; HOJAN et al., 2016). Além disso, acredita-se que a inatividade física, isto é, o sedentarismo e, por consequência, o sobrepeso e elevados índices de IMC (Índice de Massa Corporal) corroboram para aumentar os riscos de desenvolver câncer de próstata (AL QADIRE et al., 2019).

 

Fonte: Ortega et al. (1998)

 

Por fim, de acordo com estudos, a atividade física moderada a vigorosa, exercida de 30 a 60 minutos por dia é a indicada para prevenção de diversos tipos de câncer, dentre eles o de próstata (KRUK; ABOUL-ENEIN, 2006).

 

Por Victor Matheus Lopes Martinez,
Estagiário de Educação Física do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.


REFERÊNCIAS

AL QADIRE, M.; ALKHALAILEH, M.; ALBASHTAWY, M. Lifestyle and Dietary Factors and Prostate Cancer Risk: A Multicentre Case-Control Study. Clinical Nursing Research, 2019 Nov;28(8):992-1008.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Câncer de próstata: vamos falar sobre isso? Rio de Janeiro: Inca, 2017. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/494609/. Acesso em: 19 out. 2020.

BOING, Leonessa et al. The benefits of physical activity in men with prostate cancer - a systematic review. Journal of Physical Education,  Maringá , v. 27, n. 2729, 2016 .

HOJAN, K.; KWIATKOWSKA-BOROWCZYK, E.; LEPOROWSKA, E.; GÓRECKI, M.; OZGA-MAJCHRZAK, O.; MILECKI, T.; MILECKI, P. Physical exercise for functional capacity, blood immune function, fatigue, and quality of life in high-risk prostate câncer patients during radiotherapy: a prospective, randomized clinical study. European Journal of Physical and Rehabilitation Medicine, 2016 Aug;52(4):489-501.

KRUK, J.; ABOUL-ENEIN, H. Y. Physical activity in the prevention of cancer. Asian Pacific Journal of Cancer Prevention, 2006 J an-Mar;7(1):11-21.

LEE, I. M.; PAFFENBARGER, R. S. JR, HSIEH, C. C. Physical activity and risk of prostatic cancer among college alumni. American Journal of Epidemiology, 1992, Jan 15;135(2):169-79.

ORTEGA, E. et al. A atividade física reduz o risco de câncer? Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Niterói, v. 4, n. 3, p. 81-86, junho 1998.

SHEPHARD, R. J. Physical Activity and Prostate Cancer: An Updated Review. Sports of Medicine, 2017 Jun;47(6):1055-1073

WILSON, K. M.; GIOVANNUCCI, E. L.; MUCCI, L. A. Lifestyle and dietary factors in the prevention of lethal prostate cancer. Asian Journal of Andrology, 2012;14(3):365-374.


 

 

Outubro Rosa: Parte I – Informações gerais e estatísticas

 

O movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o Outubro Rosa, foi criado no início da década de 1990, pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

O câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma, que são todos benignos. Políticas públicas nessa área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados dos anos 80 e foram impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em 1998. O controle do câncer de mama é hoje uma prioridade da agenda de saúde do país e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022.

A doença é causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Essas células podem, se não forem impedidas de alguma maneira, invadir tanto órgãos próximos quanto distantes.

Há vários tipos de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

 

Estatísticas 

Estimativa de novos casos: 66.280 (2020 - INCA)
Número de mortes: 17.763, sendo 17.572 mulheres e 189 homens (2018 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).

 

 

Outubro Rosa: Parte II – Fatores de risco

 

O que aumenta o risco?

O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos).

Existem outros fatores, de origens diversas, que aumentam o risco da doença, como resumido no quadro abaixo.

Cabe salientar que a presença de algum fator de risco não indica que a pessoa vá ter câncer de mama. Indica apenas que essa pessoa tem um risco maior de um dia desenvolver a doença. E nem todos os fatores de risco tem a mesma importância, como por exemplo, a exposição aos Raios X, que é um fator de risco baixo, já os fatores genéticos indicam um risco maior.

 

Fatores ambientais e comportamentais

Fatores da história reprodutiva e hormonal

Fatores genéticos e hereditários*

Obesidade e sobrepeso após a menopausa;

Primeira menstruação antes de 12 anos;

História familiar de câncer de ovário;

Sedentarismo e inatividade física;

Não ter tido filhos;

Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;

Consumo de bebida alcoólica;

Primeira gravidez após os 30 anos;

História familiar de câncer de mama em homens;

Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;

Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

 

Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);

 

 

Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

 

*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

 

O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.

É importante ressaltar que não ter amamentado não é fator de risco para câncer de mama. Amamentar o máximo de tempo possível é um fator de proteção para o câncer. Então, o não aleitamento promove a perda de um fator de proteção, o que é diferente de significar fator de risco.

 

Outubro Rosa: Parte III – Prevenção, sinais & sintomas, detecção precoce

 

Como prevenir?

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

  • Praticar atividade física;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar;
  • Evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

Além, é claro, de visitas periódicas ao seu médico.

 

Sinais e sintomas 

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de câncer.

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

Em caso de permanecerem as alterações, elas devem procurar logo os serviços de saúde para avaliação diagnóstica.

A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce do câncer da mama.

 

Detecção precoce

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando, assim, a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso satisfatórias.

Todas as mulheres, independentemente da idade, devem ser estimuladas a conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Além disso, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.

A recomendação brasileira segue a orientação da Organização Mundial da Saúde e de países que adotam o rastreamento mamográfico.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas de câncer antes do surgimento dos sintomas, ou seja, antes que seja palpada qualquer alteração nas mamas.

Mulheres com risco de câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco e definição da conduta a ser adotada.

 

Outubro Rosa: Parte IV – Diagnóstico e Tratamento

 

Diagnóstico 

Um nódulo ou outro sintoma suspeito nas mamas deve ser investigado para confirmar se é ou não câncer de mama. Para a investigação, além do exame clínico das mamas, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética. A confirmação diagnóstica só é feita, porém, por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções (extração por agulha) ou de uma pequena cirurgia. O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.

Devemos ressaltar que as condutas médicas não são uma coleção de exames complementares, mas sim práticas baseadas no melhor conhecimento disponível. Assim, a investigação deverá ser conduzida por um médico experiente na área.

 

Tratamento  

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

Isso reforça a necessidade do diagnóstico precoce da doença, possibilitando maiores chances de cura com tratamentos menos agressivos.

 

Por José Víctor L. Martínez
Neurologista
Orientador Técnico do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS

Fonte: INCA (Instituto Nacional do Câncer).

 

*ATENÇÃO: As informações aqui apresentadas são para orientar e apoiar e de maneira alguma substituem a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico.


 

Uma história encantadora que os pequenos irão amar

 

O prolongamento da estratégia de isolamento social para a contenção da pandemia da Covid-19 faz com que sejamos desafiados diariamente a nos reinventar, especialmente quando somos indagados pelas crianças.

O que dizer para os pequenos sobre a necessidade de continuarmos dentro de casa sem a possibilidade de interação social presencial numa linguagem adequada para o entendimento deles? E de um jeito que transmita confiança, esperança e mantenha o brilho em seus olhinhos?

Aqui vai uma dica de uma história que, além de dar conta desses questionamentos, inspira, tranquiliza e possibilita a interação com qualidade entre o adulto e a criança pequena: "O pequeno gnomo que não podia sair de casa", da autora australiana Susan Perrow.

Acesse o e-book aqui. A história também está disponível em áudio, e pode ser acessada aqui.

 

Direção Administrativa
Supervisão de Gestão de Pessoas


 

Doar sangue é seguro e salva vidas!

 

Você sabia que o estoque dos bancos de sangue está com a captação prejudicada? A sensação de insegurança decorrente da pandemia, por falta de informação, provocou forte queda no número de doações. A demanda dos pacientes, entretanto, permanece, gerando insegurança para quem não tem outra opção. Somos todos suscetíveis a precisar deste serviço em algum momento. Apenas em alguns casos, como algumas cirurgias, o procedimento pode ser postergado, mas a maioria das situações clínicas não permite este gerenciamento.

O medo da exposição ao ato de doar deve ser desmistificado. Os bancos de sangue contam com equipes especializadas, e estabeleceram protocolos de funcionamento específicos no enfrentamento da pandemia, aumentando ainda mais a segurança.

Se você não é doador ou, sendo doador, esteve afastado nos meses da pandemia, considere a possibilidade de colaborar com a reposição dos estoques neste momento crítico. É um ato de amor, saudável e seguro!

O Hemocentro do RS pode ser contatado pelo telefone (51) 3336-6755.

Mais informações, como restrições e periodicidade das doações, podem ser acessadas pelo link https://saude.rs.gov.br/doacao-de-sangue


Uso de máscaras em crianças


Novas diretrizes da OMS e do UNICEF

 

 

Um grupo internacional de especialistas revisou as evidências sobre a Covid-19 e o uso de máscaras por crianças, baseando-se nas necessidades psicossociais e nos marcos de desenvolvimento dos pequenos.

 

Crianças com 5 anos ou menos

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) que crianças de até cinco anos de idade não devam usar máscaras como medida preventiva contra a Covid-19. Isso se baseia na segurança e na capacidade de usar uma máscara de maneira adequada com o mínimo de assistência.

Contudo, há situações especiais, onde o uso de máscara deve ser considerado:

  • no caso de doenças que reduzem a imunidade, principalmente crianças imunocomprometidas ou com fibrose cística ou outras doenças, como câncer, por exemplo, o uso é geralmente recomendado, mas deve ser avaliado em consulta com o médico da criança.
  • quando a criança estiver perto de alguém doente ou que apresente sinais sugestivos de Covid. Nessas situações, um responsável deverá supervisionar permanentemente o uso seguro e adequado da máscara pela criança menor de cinco anos.

 

Crianças entre 6 e 11 anos

Em relação a crianças com idades entre seis e 11 anos, uma abordagem baseada no risco deve ser aplicada à decisão de se usar uma máscara, onde deverão ser considerados alguns fatores:

  • a intensidade da transmissão na área onde a criança se encontra, assim como dados atualizados/evidências disponíveis sobre o risco de infecção e transmissão nesta faixa etária;
  • ambiente social e cultural, como crenças, costumes, comportamento ou normas sociais que influenciam a comunidade e as interações sociais da população, especialmente com e entre crianças;
  • a capacidade da criança de cumprir as recomendações apropriadas de máscaras e a disponibilidade de supervisão apropriada de um adulto;
  • o impacto potencial do uso de máscara na aprendizagem e no desenvolvimento psicossocial em consulta com professores, pais e profissionais de saúde;
  • considerações e adaptações adicionais para ambientes específicos:

* Interações que a criança tem com outras pessoas de alto risco como idosos e comorbidades;
* Escolas - acesso a máscaras, lavagem e substituição;
* Durante atividades esportivas devem ser adotadas as outras medidas de prevenção, como distanciamento e redução do número de crianças, que devem ser respeitadas;
* Para crianças com deficiência ou com doenças subjacentes.

 

Crianças e adolescentes com 12 anos ou mais

Devem seguir as orientações da OMS e/ou as diretrizes nacionais de uso de máscara por adultos.

 

Crianças com distúrbios de desenvolvimento, deficiências ou outras condições de saúde

O uso da máscara não deve ser exigido para crianças com distúrbios de desenvolvimento, deficiências ou outras condições de saúde. Nesse caso, o uso de máscaras deve ser avaliado individualmente pelo educador e/ou médico da criança. No entanto, esses pacientes podem enfrentar barreiras, limitações e riscos adicionais. Portanto, devem ser dadas opções alternativas para uso de máscara, como protetores faciais (face shields).
Algumas crianças com deficiência requerem contato físico próximo com terapeutas, educadores ou assistentes sociais. Neste contexto, é fundamental que todos os prestadores de cuidados adotem medidas essenciais de prevenção e controle de infecções, incluindo o uso de máscaras, e que os ambientes sejam adaptados para fortalecer essas abordagens.
O uso de máscaras por crianças com perda auditiva ou problemas auditivos pode levar a barreiras de aprendizagem e outros desafios, exacerbados pela necessidade de adesão ao distanciamento físico recomendado.
O uso de máscaras pode prejudicar a aprendizagem dessas crianças devido a eliminação de leitura labial, além do distanciamento físico. Máscaras adaptadas para permitir a visualização de lábios (por exemplo, máscaras transparentes https://institutopinheiro.org.br/jovem-cria-mascara-para-facilitar-a-comunicacao-de-deficientes-auditivos/) ou o uso de face shield podem ser explorados como uma alternativa às máscaras de tecido.


Por Hithajiara Dal Ri,
Oficial de Controle Externo da Supervisão de Gestão de Pessoas (SGP) do TCE-RS, Terapeuta Ocupacional, Master Coach - especialista em desenvolvimento humano e organizacional, pós-graduanda em Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização.

 

Fonte:
• WORLD HEALTH ORGANIZATION. Advice on the use of masks for children in the community in the context of Covid-19. 2020. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-IPC_Masks-Children-2020.1 Acesso em: 02/09/2020
• APEBMED. Recomendações da OMS e da UNICEF para o uso de máscaras por crianças e adolescentes. Disponível em: https://pebmed.com.br/recomendacoes-da-oms-e-da-unicef-para-o-uso-de-mascaras-por-criancas-e-adolescentes/. Acesso em 02/09/2020.


Cartilha Turma da Mônica: Como usar máscara para se proteger contra o coronavírus

 

Ilustrada pelos personagens da turminha do Bairro do Limoeiro, a cartilha “Como usar máscara para se proteger do coronavírus” foi produzida pela Mauricio de Sousa Produções, juntamente com o Centro de Pesquisa em Alimentos da USP (FoRC/USP) e com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O material, e todas as informações contidas nele, têm como base as orientações da Anvisa. As instruções para o uso de máscaras descartáveis e as de pano reutilizáveis estão didaticamente detalhadas para que todos possam se proteger da melhor forma possível. O material reforça os cuidados e esclarece as principais dúvidas sobre o uso de um dos itens mais essenciais durante a pandemia de Covid-19.

Acesse a cartilha aqui.

 

Fonte:
UNICEF. Recursos para famílias e educadores. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/coronavirus-covid-19#recursos-familia-educadores. Acesso em: 31/08/2020.


 

Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio

 

O suicídio é uma situação complexa. Abrange muitos fatores, várias explicações, sendo que nenhuma delas é, isoladamente, boa o suficiente para elucidar o que ocorre, como acontece e o que leva uma pessoa a pensar e, efetivamente, tirar a própria vida. Porém, independente da cultura, da religião, do contexto, traumas e/ou problemas que possam existir, tudo converge para um fato indiscutível: a presença de intenso sofrimento humano. Esse é o elemento mais importante a ser considerado. Por quê? Porque não faltam julgamentos, às vezes de cunho moral (“fraqueza”) a permear o pensamento de alguns. O tabu e o estigma ao redor desse tema existem, e são algumas das razões pelas quais muitas pessoas, vivenciando situações de dificuldade, pensando em se matar, fiquem em silêncio e não procurem auxílio.

Estudos têm sido realizados para mapear um conjunto de circunstâncias que podem contribuir para que alguém esteja em risco de cometer algo contra si. Dentre estas, destaca-se: dificuldades emocionais prévias, dependência de álcool e/ou drogas, conflitos interpessoais, ruptura de relacionamento, exposição a situações de violência (psicológica, sexual ou física), situações de “estresse vital” (p. ex. carência de recursos financeiros, dívidas), ansiedade intensa (medo, incertezas), carência de laços afetivos/sociais (isolamento), histórico familiar de suicídio, tentativas ou comportamentos autoagressivos anteriores, sintomas depressivos (sentimento de solidão, de pouca importância no mundo, de vazio existencial, carência de sentido na vida, sentimento de rejeição, desesperança, expectativas negativas em relação ao futuro, autocrítica intensa e injustificada, forte sentimento de culpa) e fácil acesso a meios como pesticidas, medicamentos ou armas de fogo. Como colocado antes, nenhuma dessas, isoladamente, explica o fenômeno. Porém, quando entrelaçados, formam um emaranhado propício a ações autodestrutivas.

O comportamento suicida costuma ser concebido como um continuum, que se inicia com ideias de suicídio, ou seja, pensamentos de acabar com a própria vida. Se o processo avança, surge o planejamento suicida, que é a etapa em que o sujeito estabelece quando, onde e como fará para levar adiante a ideia. A partir daí, poderá ocorrer a tentativa de suicídio, resultando ou não em morte. Entretanto, alguns atos suicidas são cometidos impulsivamente, em momentos de crise, e o atual, devido ao Covid-19, requer especial atenção de todos.

Os prováveis efeitos adversos da pandemia na saúde mental podem ser exacerbados pelo medo, isolamento, distanciamento físico, solidão, luto, aumento da carga de trabalho, necessidade de encontrar novas formas de trabalho, problemas financeiros ou desemprego. A pandemia pode afetar negativamente outros precipitantes conhecidos de suicídio. Por exemplo, a violência doméstica e o consumo de álcool, que podem aumentar durante o confinamento. A comunicação irresponsável da mídia e a exposição repetida a histórias sobre a crise podem aumentar o medo. Aqueles com sofrimento emocional prévio podem experimentar agravamento, e outros, desenvolver novos problemas de saúde mental, especialmente depressão, ansiedade e estresse pós-traumático. Outras preocupações, nesse cenário, incluem os efeitos sociais da proibição de encontros religiosos e funerais, violência interpessoal e trabalhadores vulneráveis.

Cada um e todos nós podemos fazer alguma coisa para ajudar na família, no prédio, no trabalho, no bairro, na cidade. Não há necessidade de ações muito elaboradas. Alguém que conheço está passando por situação de dificuldade? Tem algum familiar ou conhecido que está se comportando de maneira “diferente” (mais calado, isolado, dormindo mais ou menos que o habitual)? Tem algum colega que não consegue vencer a demanda de trabalho? Tem alguém, principalmente idoso, na família ou no prédio, que esteja sozinho, isolado? Vejo pessoas passando fome ou frio? Levantar a cabeça e olhar cuidadosamente o outro tem efeito positivo bidirecional: faz bem tanto para quem recebe atenção, como para quem oferece. Dar um telefonema, não apenas mandar mensagens, é uma maneira de percebermos o tom, o que a voz nos transmite. Perguntar como está, como vai a vida, oferecer alguma ajuda. Escutar. Todas as pessoas, principalmente aquelas que estão sofrendo emocionalmente, necessitam ser ouvidas e acolhidas. Não querem ser julgadas, nem ouvir “não tens porque estar assim, tens tudo”’. Permitir falar faz com que a pessoa também “se ouça” e isso ajuda a organizar os pensamentos, sendo uma importante ferramenta na prevenção de comportamentos autodestrutivos. Por isso, é falsa a crença popular de que conversar sobre suicídio induz ao ato.

É necessário ter sempre muito claro que o suicídio pode ocorrer em qualquer idade ou condição socioeconômica. Por isso, é preciso estar alerta para a presença de situações de risco, e ajudar aqueles em sofrimento a encontrar e receber atenção, e tratamento adequado. PREVENIR é o melhor caminho.

 

Por Lílian Palazzo,
Psiquiatra do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.

 


Fontes:
1.Courtet P, Olié E, Debien C, Vaiva G. Keep socially (but not physically) connected and carry on: preventing suicide in the age of COVID-19.  J. Clin. Psychiatry 2020; 81(3): e20com13370.
2.Sher L. The impact of the COVID-19 pandemic on suicide rates. QJM: An International Journal of Medicine, 2020; 1–6  https://doi.org/10.1093/qjmed/hcaa202
3.Organización Panamericana de la Salud. Prevención del suicidio: un imperativo global. Washington, DC: OPS, 2014.


 

Um olhar para a individualidade em tempos de pandemia

 

Esse é um desafio muito grande para nós, sobretudo nesse momento de pandemia. É tempo de cultivar aquilo que nos faz bem; é tempo de cultivar a nossa interioridade. Ficar em casa, mais do que ficar dentro de quatro paredes, é ficar para dentro e olhar para si. Aprender a estar bem consigo mesmo.

Autoconhecimento

Por isso a importância do autoconhecimento – eu me conhecer, eu me entender, eu aprender a lidar com a minha raiva, com os meus medos, com a minha ansiedade; e tudo isso está dentro e faz parte da natureza humana.

Desafio

Porém, temos receio de olhar para dentro porque a gente se assusta; por não saber lidar com o que é encontrado. É mais fácil olhar para fora e distrair-se com as coisas de fora. Então o autoconhecimento é um desafio e essa crise nos lembra disso e nos faz esse convite.

“Beco sem saída”

Você já ouviu a expressão popular para quem está num beco sem saída, em que alguém te chega e diz: RESPIRA!
Quando a gente toma ar, toma mais consciência da nossa emocionalidade, do que está acontecendo dentro de nós e que, muitas vezes, nossa mente ocupada ignora.

Respiração

A respiração ajuda a conectar as emoções inconscientes para estarmos mais equilibrados e conscientes de nós mesmos, aumentando a imunidade, a percepção sobre todos os aspectos físicos e emocionais que a nossa mente não está avaliando no momento presente, por estar focada em outra coisa.
Reflexões que podem servir de inspiração para o cultivo do bem-estar e saúde!

Acesse o texto aqui

 

Por Hithajiara Dal Ri

Oficial de Controle Externo da Supervisão de Gestão de Pessoas (SGP) do TCE-RS.


Odontologia e Alimentação Saudável

 

A alimentação e a nutrição balanceada são fundamentais para a manutenção da saúde bucal. A relação entre o consumo alimentar e o surgimento da cárie dental impulsionou pesquisas que investigam os fatores envolvidos neste processo.

A cárie dentária é considerada uma doença infectocontagiosa, multifatorial e desencadeada por quatro fatores primários: dieta, dente suscetível, os quais interagem em um determinado período de tempo com microorganismos. (Parisotto, 2010)

A dieta é um dos requisitos básicos para o surgimento de cárie, pois fornece o principal substrato, influencia na produção de ácidos, na quantidade de microorganismos e na qualidade e quantidade de secreção da saliva. (Alcantara, 2005; Biral, 2013)

Diante disso, se faz necessária uma alimentação pautada em três grupos de alimentos:

 

Além disso, é conhecido o efeito protetor de alguns alimentos contra a cárie, como os alimentos fibrosos, o leite, o queijo e o chá.

Portanto, além de cuidar de nossa higiene bucal diariamente, devemos manter uma dieta balanceada e pensada no bem-estar e equilíbrio para atingir a saúde bucal ideal.


Diego Bobsin
Cirurgião Dentista do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE/RS

 

Referências

PARISOTTO, Thaís M. A Importância da Prática de Alimentação, Higiene Bucal e Fatores Sócio-econômicos na Prevalência da Cárie Precoce da Infância em Pré-escolares de Itatiba-SP. Rev. Odontol Bras Central 2010

ALCANTARA, Luciana C. et al. Parâmetros bioquímicos e microbiológicos e suas relações com a experiência de cárie em adolescentes sadios. Rev. Bras. Saude Mater. Infant. vol.5 no.1 Recife Jan./Mar.2005

MOREIRA, Emilia Addison; CHIARELLO, Paula Garcia. Atenção Nutricional: Abordagem Dietoterápica em Adultos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.


BEM-ESTAR

 

A série "Pegando fôlego e adquirindo equilíbrio integral", oferecida em sete episódios, é uma iniciativa da Supervisão de Gestão de Pessoas (SGP) do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS).

Sua temática é a respiração consciente e seu principal objetivo é incentivar as pessoas a iniciar, manter e reforçar essa prática tão simples e poderosa, em que o único recurso
necessário é a disposição para começar a pegar fôlego, principalmente nesse período de quarentena e de isolamento social em plena pandemia da Covid-19.

Acesse o e-book aqui.


Covid-19 e Fumo

O tabagismo é reconhecido como doença crônica pela dependência à nicotina presente nos produtos à base do tabaco e é muito prejudicial ao sistema respiratório. É o maior fator de risco evitável de adoecimento e morte do mundo. O tabaco causa diferentes tipos de inflamações e prejudica os mecanismos de defesa do organismo.
Sabemos que o coronavírus afeta, principalmente, o sistema respiratório. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos e se tornam mais vulneráveis ao agravamento da Covid-19.

 

Cigarro e Coronavírus

O fumante tem mais chances de desenvolver sintomas graves da Covid-19, como dificuldades respiratórias e insuficiência respiratória. O risco de infecção também é maior em indivíduos que fumam por terem o hábito de levar as mãos à boca com frequência. Além do cigarro comum, o consumo de Narguilé (compartilhamento de piteiras) e cigarros eletrônicos também apresenta esses mesmos riscos.

 

Parar de fumar

Esta é uma decisão difícil, que pode ser mais ainda somada a pandemia, contudo,  ao deixar de fumar, os benefícios à saúde são imediatos: 12 a 24 horas depois, os pulmões já funcionam melhor.

Pessoas que não fumam mas moram ou convivem com quem fuma (fumante passivo) também podem se tornar mais vulneráveis. Com o distanciamento social e a maior permanência em casa, cabe lembrar que quem fuma faz com que seus companheiros, filhos e demais familiares também tenham contato com as mesmas substâncias tóxicas dos derivados do tabaco, as quais se espalham pelo ambiente, favorecendo a inalação. Além disso, o comportamento de fumar pode estimular crianças e adolescentes a iniciar o hábito.

 

Orientações do INCA (Instituto Nacional do Câncer) para quem quer parar de fumar:
1. Marque uma data ainda nesta semana para deixar de fumar;
2. Enquanto não chegar o dia marcado, diminua o número de cigarros ao dia, adie o primeiro cigarro. Não fume após o café da manhã, almoço, lanche, jantar;
3. Um dia antes da data marcada, molhe com água todos os cigarros que restarem e os coloque no lixo;
4. Não deixe nenhum para o dia seguinte. Se sentir vontade de fumar e não tiver cigarros por perto terá mais sucesso;
5. Se tiver vontade, lembre-se: ela dura 5 minutos. Procure se distrair, comer uma fruta, fazer exercícios respiratórios.

Essas medidas ajudam a reduzir a quantidade de cigarros e vão preparando o organismo para o dia marcado.

Por fim, parar de fumar também é um gesto importante no combate à pandemia, que se soma a todas as recomendações de enfrentamento à Covid-19 tais como: evitar aglomeração, lavar as mãos com água e sabonete ou usar álcool gel para higienizar, não compartilhar objetos pessoais, manter ambientes ventilados. Parar de fumar é muito importante!

 

Por Márcia Telles Westphalen, enfermeira do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.

 

Fontes:
Ministério da Saúde - saúde.gov.br
INCA - Instituto Nacional do Câncer
saudebrasil.saude.gov.br


Pandemia: Cuidados no uso de adornos na assistência familiar em casa

 

No contexto da pandemia, enquanto se aguarda a descoberta de uma cura ou de uma vacina, todos devem adotar os cuidados preconizados pela OMS, e as pessoas suspeitas de Covid-19 assintomáticas ou com sintomas mais brandos, devem cumprir isolamento domiciliar por 14 dias, monitorando o agravamento dos sintomas. Em decorrência disso, outras pessoas do convívio familiar passam a ter, inevitavelmente, a condição de cuidadores de seus entes queridos. Nesse ínterim, esses cuidadores em casa, para reduzir o risco de contágio, devem adotar, dentro do possível, medidas análogas às tomadas pelos profissionais de saúde. A Norma Regulamentadora NR32, por exemplo, entre outros cuidados, determina a proibição do uso de adornos para proteger o profissional dos riscos de contaminação com materiais biológicos e depósito de micro-organismos nos objetos. Embora essas diretrizes, expressas em norma, sejam destinadas a um contexto profissional e em ambiente de saúde, elas são bem-vindas em tempos de pandemia a todas as pessoas que tem contato e que cuidam de familiares suspeitos de Covid-19, pois certamente ajudarão na redução da exposição ao coronavírus. Portanto, evite o uso de alguns adornos e pratique ações positivas de cuidados pessoais para criar um ambiente mais seguro e protegido.

São considerados adornos objetos como alianças, anéis, pulseiras, relógios, colares, brincos, broches, piercings expostos, gravatas e óculos pendurados com cordão. Na sequência, siga as dicas a respeito dos cuidados pessoais e do uso de objetos:

 

Por fim, a todos que cuidam de pessoas suspeitas de contaminação por Covid-19 devem evitar o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fora da área de assistência, exceto a máscara. Esses Equipamentos, quando utilizados, devem ser imediatamente removidos após a saída do quarto, ou área de isolamento.

 

Por Valdionir Freitas,
OCE - Oficial de Enfermagem do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.

 

Referências:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico n.º 08. Doença pelo Coronavírus 2019. Brasília, 2020.
- ANVISA (b). Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada- RDC nº 42, de 25 de Outubro de 2010.
- https://www.bol.uol.com.br/noticias/2020/03/18/covid--19--saiba-a-diferenca-entre-quarentena-e-isolamento.htm
- Medidas de biossegurança atualizadas para enfrentamento da Covid-19 – nível superior e médio-Panorama mundial e no Brasil, bases de biossegurança no cuidado do paciente com a Covid-19
- https://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/
- https://saude.gov.br/


Arte terapêutica no auxílio à saúde mental em momentos de quarentena

 

A arte é terapêutica nas suas variadas formas, nos leva a abstrair e visitar o inconsciente, podendo até ser considerada uma meditação em determinados momentos. Então, visando a ofertar um momento de prazer, introspecção e alento, estamos trazendo uma dica dentro do universo da Arteterapia que pode ser realizada por qualquer pessoa com materiais de fácil obtenção que muitos temos em casa. É a pratica com mandalas, que nos fará refletir, evocar a criança interior e ainda poderá ser uma atividade individual ou em família, trazendo momentos agradáveis de convívio, sem limites de idade para se beneficiar.

 

O que é uma mandala?

 

 

O nome mandala significa, em sânscrito, círculo magico - símbolo que fala da totalidade, da inteireza. O círculo é o símbolo da psique; o quadrado é o símbolo da matéria terrestre, do corpo e da realidade. Jung usou o termo mandala para designar este tipo de estrutura, que é a representação simbólica da psique humana. A finalidade da mandala é a de conduzir o indivíduo a certa contemplação, que o ajude a leva-lo ao mais íntimo dele, isto é, seu self (Moreira, 2007).

Para Jung, o círculo foi utilizado em todas as épocas como objeto de projeção de conteúdos psíquicos. Essas imagens são uma tentativa da psique inconsciente coletiva de curar a dissociação de nossa época caótica através do símbolo do círculo. Para ele, desenhar, pintar e sonhar com mandalas faz parte do processo de individuação.

A mandala abre as portas para a riqueza que existe dentro da pessoa, mostra toda essa riqueza adormecida.

Ao trabalhar com a mandala, podemos vivenciar momentos de clareza em que os opostos se equilibram na consciência, e experimentar um estado de paz e harmonia. O círculo desenhado contém e atrai partes conflitantes da psique. Mesmo quando um conflito vem à tona, o ato da criação da mandala produz uma grande descarga de tensão (Moreira,2007).

As mandalas são como uma forma de meditação em ação. Conforme a pessoa vai criando a mandala ou observando-a, se liberta dos seus pensamentos e vai clareando a sua mente. Elas ajudam na concentração e na atenção, bem como na realização de uma estabilidade mental e equilíbrio espiritual, aprofundando no conhecimento sobre si mesmo (site: Mente e movimento).

 

Nossa criança interior

A Criança Interior, presença que habita o nosso inconsciente e está o tempo todo conosco, é um dos arquétipos que mais se manifestam ao longo de nossa vida - mesmo que não percebamos. Seus aspectos positivos são pureza, inocência, alegria, criatividade, amor e a sensibilidade que é tão própria da infância.

É a expressão da nossa própria criança, aquele ser que éramos quando pequenos, puros, curiosos, criativos, sonhadores e totalmente abertos para a vida.

Por conta da inocência desse período, nos tornamos verdadeiras “esponjas" e o que nos acontece nos marca profundamente. (Jursic,2020)

Por isso, quando você for criar suas mandalas, convide sua Criança para estar contigo e vá sentindo, através dos desenhos e cores, esse contato interno, o que ela está querendo te dizer.

Estabelecer esse contato com a Criança Interior é um trabalho de uma vida inteira. Quanto mais olhar para ela, mais irá curar o adulto que você é hoje. (Jurisic 2020)

 

De que maneira podemos trabalhar com as mandalas:

O ponto inicial, antes de começar a colorir ou criar uma mandala, é a conexão com nosso “Eu Interior” e, para que isso aconteça, precisamos de Presença. Por esse motivo, coloque uma música bem gostosa que te deixa feliz, mais relaxado (a), respire fundo...

Sente-se de forma confortável e traga seu pensamento para o "aqui e agora”, se perguntando: como estou me sentindo e como quero me sentir após colorir a essa mandala? Depois de terminar a mandala, busque compreender quais os sentimentos que ela te trouxe e o que sentiu ao colorir (Jurisic 2020).

– Observar uma mandala, em um lugar tranquilo, durante três ou cinco minutos. Essa prática é como um exercício de meditação, usando como apoio a mandala, que nos levará a um estado de relaxamento e paz interior.

– Pintar uma mandala. Para isso, podemos olhar na internet ou em algum livro de mandalas e escolher aquela que mais nos atrai ou interessa. Uma vez selecionada, podemos começar a pintá-la, prestando atenção ao que vamos fazendo.

– Criar a sua própria mandala. Neste caso, primeiro deve-se fazer o desenho da mandala e depois pintá-la. Essa prática é a mais aconselhável para o trabalho pessoal. Uma vez desenhada e pintada, você terá que descobrir o que ela está expressando através da observação. Mesmo que você talvez não encontre um significado, a mandala pode ter, de forma inconsciente, um efeito sobre você mesmo. (site: Mente e movimento).

Acesse aqui um exemplo de mandala a ser pintada.

 

Referências:

1 - Jurisic, Maya- O poder das Mandalas, ebook, 2020.
2 - Moreira, Patricia Rose Teixeira, CRP 15-1659- Arteterapua: comece onde você está construindo sua própria imagem, Alagoas, 2007.
3 - Site Mente e movimento: https://www.menteemovimento.com.br/single-post/2017/01/02/A-t%C3%A9cnica-da-mandala, acessado 20-07-2020.
4 - Mandala em branco: https://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/957756-mandala-e-flor-circular-em-branco
5 - Mandalas coloridas: https://www.estudopratico.com.br/o-que-e-mandala/


Julio Cesar Kirst,
Oficial de Enfermagem do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS, biólogo, arteterapeuta



A Pandemia e a Prevenção ao Câncer

 

Em tempos de pandemia, a sociedade vive um dilema entre o combate à COVID-19 e a questão do exame de prevenção de câncer. Até o momento, as autoridades de saúde preconizam que a medida eficiente para frear o contágio é o isolamento social.  As restrições para o combate à pandemia buscam reduzir exposição dos pacientes ao coronavírus e também evitar um colapso no sistema de saúde. Nesse contexto, muitas entidades de saúde recomendam o adiamento de consultas, de exames e de procedimentos eletivos de prevenção a cânceres, em especial aqueles em que não há recomendação de rastreamento e/ou periodicidade, como os de próstata, tireoide e ovário, entre outros. No entanto, se sabe que o diagnóstico precoce do câncer ocorre a partir da identificação de lesões celulares precursores ou preliminarmente de câncer em estágio inicial ainda assintomáticos que acontece através da rastreabilidade periódica. Com a redução da frequência dos exames preventivos em razão dos cuidados na pandemia, é provável que o número de casos de câncer aumente, visto que haverá menos diagnósticos de tumores, além do adiamento do tratamento.

Nesse sentido, os serviços e os profissionais de saúde devem avaliar cuidadosamente os riscos e benefícios da realização de procedimentos em geral.

É necessário, portanto, que a sociedade, ao mesmo tempo em que combate o coronavírus, em consonância com as recomendações da OMS, busque formas possíveis de mitigar as dificuldades decorrentes da pandemia, entre as quais, a prevenção ao câncer.

Uma dessas formas é o reforço das orientações relativas a ações preventivas passíveis de serem realizadas em casa durante o período de isolamento social, como o autoexame de mamas.  Outra opção viável é seguir com as consultas, recorrendo ao tele atendimento médico ou a plataformas virtuais. É imprescindível estar em contato com o médico para estabelecer a melhor conduta.

É possível também prevenir o câncer e outras doenças integrando alguns hábitos saudáveis a sua rotina. Uma dica é aderir a uma alimentação saudável (rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura de origem animal). Outra recomendação é se dispor a praticar atividade física diária durante 30 minutos. Também é possível limitar ou evitar a exposição a fatores de risco (alcoolismo, substâncias cancerígenas, inflamação crônica, hormônios, imunossupressores, agentes infecciosos, obesidade, radiação) como forma de prevenir o câncer.

Vale a pena destacar ainda que o câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no mundo, e o câncer de próstata é o segundo mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele.
 
As mulheres devem sempre realizar o autoexame de mamas, estar atentas ao menor sinal de irregularidade ou deformação, vermelhidão, inchaço, dor, presença de líquidos no mamilo. Nem sempre os nódulos são palpáveis. Algumas mulheres, em função do histórico familiar, de fatores genéticos ou de outros fatores, necessitam realizar o rastreamento com ressonância magnética e mamografia a partir da recomendação médica. A necessidade de realizar exames de rastreamento também e válida para as mulheres com suspeitas de câncer de colo de útero que apresentarem um histórico de infecção pelo HIV, transplante de órgão, DST, etc.. Sempre converse com seu médico para saber qual a recomendação.

Os homens devem estar alertas a sinais e sintomas como dificuldade urinária, redução do jato urinário, aumento da frequência urinária e presença de sangue na urina. Cabe destacar que, embora, em grande parte dos casos, a presença desses sintomas não esteja relacionada a câncer, é fundamental que o médico faça uma investigação.  Independente da presença de sintomas é recomendado aos homens que tomem a decisão de realizar exames de rastreamento do câncer de próstata junto com seu médico.  Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a realização de exames de rastreamento sem o devido esclarecimento a respeito dos riscos envolvidos e da possível ausência de benefícios dos exames e tratamentos, não deve ser recomendada. Caso haja decisão pelos exames, o PSA deve ser realizado associado ou não ao exame de toque retal. A frequência dos exames, então, dependerá dos níveis de PSA.

Por Valdionir Freitas,
Equipe de Enfermagem do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.


Referências bibliográficas:

http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/cancer-de-prostata
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_C%C3%A2ncer
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/deteccao-precoce/101/6/
https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/03/11/oms-declara-pandemia-de-coronavirus.ghtml
https://cfbm.gov.br/mensagem-do-presidente-cancerdemama-se-toque-contra-essa-doenca/
https://cfbm.gov.br/12242-2/
https://saude.abril.com.br/medicina/mortes-por-cancer-devem-subir-no-mundo-por-causa-do-coronavirus/
1. Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo Do Útero. https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/diretrizes-brasileiras-para-orastreamento-do-cancer-do-colo-do-utero
2. Nota técnica sobre Rastreamento do Câncer de Próstata – INCA. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//rastreamen to-prostata-2013.pdf
3. Diretrizes para detecção precoce do câncer de mama no Brasil. II – Novas recomendações nacionais, principais evidências e controvérsias. Cad Saude Publica. 2018 Jun 21;34(6):e00074817.
http://www.scielo.br/pdf/csp/v34n6/1678-4464-csp-34-06-e00074817.pdf
4. Diretrizes para detecção precoce do câncer de mama no Brasil. III – Desafios à implementação. Cad Saude Publica. 2018 Jun 25;34(6):e00046317. http://www.scielo.br/pdf/csp/v34n6/1678-4464-csp-34-06-e00046317.pdf



Cuidados em casa de familiares contaminados por coronavírus

Com o avanço rápido dos casos de coronavírus nas cidades do Rio Grande do Sul, é necessário atentarmos para alguns cuidados quando convivemos com familiares com suspeita de contaminação pela doença, ou mesmo com ela confirmada.

A recomendação de especialistas tem sido a de que o paciente com sintomas mais brandos se recupere em casa e que se monitore o agravamento dos sintomas, principalmente em idosos e pessoas com doenças crônicas, pelo risco de aumento das complicações.

O paciente com Covid-19 e todas as pessoas que residem com ele devem permanecer em isolamento domiciliar por 14 dias, a partir da data do início dos sintomas. Nesse período, caso outro familiar também apresente sintomas gripais, deverá reiniciar o isolamento por mais 14 dias, a partir do surgimento dos sintomas.

Caso nesse período a pessoa apresente mais de um sintoma ou sinal, como febre alta, falta de ar, confusão mental, hipotensão, então deverá buscar atendimento médico com urgência.

 

 

O distanciamento atualmente é a melhor demonstração de carinho e respeito para com os outros.

 

Por Márcia Maria Telles Westphalen,
Enfermeira do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.

Fontes:
https://www.semprefamilia.com.br/
https://jornal.usp.br/ 

https://jundiai.sp.gov.br

https://gauchazh.clicrbs.com.br
https://coronavirus.saude.gov.br/


População de Rua e a Pandemia

Pessoas em situação de rua passam as noites dormindo em praças, embaixo de pontes e viadutos. Esses espaços são locais degradados e de pouca ou nenhuma higiene. Moradores de rua sofrem com a pandemia e ficam à margem da prevenção. Muitos vivem da coleta de recicláveis, e dificilmente lavam as mãos pela dificuldade de acesso aos meios adequados para isso. Sem água, sabonete e álcool em gel, a população fica vulnerável para a contaminação por covid-19. Na rua, recebem a orientação para lavarem as mãos, contudo, a limpeza acontece com dificuldades e geralmente quando se deparam com algum vazamento público de água, chafariz, uma poça de água acumulada na rua, ou no uso de um banheiro público. Esses locais, em muitos casos, são espaços inadequados para se realizar uma limpeza eficiente.

A crise econômica e a falta de recursos já é uma realidade cruel e conhecida pelos moradores de rua. A falta de comida, de trabalho e de segurança se agravam para as pessoas que dependem de políticas públicas e de ajuda solidária para tentar atenuar seus problemas. A pandemia acaba sendo a nova realidade que coloca em evidência a questão da saúde de toda população, sobretudo das pessoas mais suscetíveis ao coronavírus. O grau de vulnerabilidade à covid-19 aumenta pela alta capacidade de transmissão do vírus e pelas condições precárias com as quais vivem os moradores de rua.
 
Por essa perspectiva e com o mesmo espírito solidário e humanitário, a situação atual exige um pensar com ênfase na questão da saúde, pois além de suprir as necessidades básicas geradas pela crise econômica, é necessário reforçar a importância da higienização e oferecer os meios possíveis para que isso possa ocorrer. Álcool em gel, máscaras, sabão e água não estão sempre disponíveis na rua para essas pessoas, e quando esses produtos de limpeza chegam a eles, podem ser mal utilizados por falta de instrução ou conscientização. É fundamental reforçar a orientação aos moradores de rua a respeito da utilização correta desses produtos, e também ressaltar a importância do valor da limpeza na vida, para que haja maior proteção, adesão e continuidade ao procedimento.
 
Abaixo, segue uma dica que possibilita uma lavagem das mãos de forma adequada, por proporcionar ao morador de rua, além de água limpa e sabão, orientações que resultam no uso correto desses elementos e o valor da sua proteção. O material preparado será melhor aproveitado caso seja possível uma instrução verbal ao morador de rua. Além da clareza da informação, a atenção dada a eles favorece o sentimento de inclusão social.

1. Separe e limpe garrafas plásticas
2. Fure as tampas
3. Encha em pares, uma garrafa maior com água da torneira e outra garrafa menor com água + sabão, ou detergente
4. Identifique cada conteúdo
5. Una as garrafas com um barbante próximo à tampa
6. Entregue ou pendure em locais públicos visíveis
7. Disponibilizar junto ao kit uma instrução sucinta da lavagem das mãos e uma dica da importância dessa higienização.
8. Todo contato deve respeitar as regras de proteção e os cuidados de distanciamento vigentes preconizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

 

Referências bibliográficas:
https://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/ Organização Mundial da Saúde
https://saude.gov.br/  Ministério da Saúde (MS)
https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-03-20/moradores-de-rua-a-margem-da-prevencao-contra-a-covid-19-lavamos-as-maos-nas-pocas-quando-chove.html
https://www.politize.com.br/pessoas-em-situacao-de-rua/     


Por Valdionir Freitas,
Equipe de Enfermagem do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS.



Atenção especial às crianças no contágio pelo coronavírus

 

As recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus vêm sendo repetidas em diversos locais por autoridades e nos meios de comunicação. Mas as dúvidas sempre ocorrem. Uma delas refere-se a medidas e cuidados específicos que devem ser adotados para crianças. Apesar de ser a faixa etária com menor incidência, já há casos confirmados e mortes desse segmento da população.

Além disso, por terem maior índice de manifestações assintomáticas, crianças podem ser vetores de transmissão para públicos mais suscetíveis de contaminação e evolução do quadro de saúde da covid-19. Assim, os cuidados com essa faixa servem tanto para proteger essas pessoas quanto os que estão ao seu redor.

Dentro dessa perspectiva, pais, mães, responsáveis e cuidadores de crianças, devem conversar e explicar às crianças o que está acontecendo além de apresentar as medidas protetivas. Os adultos devem mostrar que é papel de cada um proteger-se e proteger as pessoas mais vulneráveis nessa pandemia.

O diálogo sobre a pandemia é importante para mitigar duvidas oriundas de uma curiosidade natural presente em qualquer idade. A mudança de rotina causa ansiedade, insegurança, medo e até raiva. Se é comum nos adultos, imagina nas crianças. Para lidar com esses sentimentos, é necessária uma linguagem adaptada para crianças e adolescentes. Também é importante brincar, pois é assim que crianças aprendem da melhor forma.

Brinquem, pulem, dancem, façam atividades e tentem se distrair em meio à nova rotina e às novas obrigações. Além de manter as crianças descontraídas, use a informação como uma ferramenta de proteção para sua família.

O Ministério da Saúde elaborou uma cartilha para servir como material informativo, aos pais, a seus filhos e familiares.

Seguem alguns trechos importantes da cartilha ilustrativa:


 


 

 

Recentemente foram publicadas no New York Times, e reproduzidas pela Folha de S. Paulo, uma série de perguntas enviadas pelos leitores, que foram respondidas por experts no assunto.

Aqui adaptamos e resumimos alguns desses questionamentos e respectivas respostas.

 

Devo trocar de roupa e tomar banho cada vez que venho do mercado ou da farmácia?

Para as pessoas que praticam o distanciamento social e fazem saídas curtas, como ir ao mercado ou à farmácia, os especialistas concordam que não é necessário tomar banho e trocar de roupa ao chegar em casa. Mas deve-se lavar as mãos com cuidado.

 

Por que gotículas e partículas virais geralmente não pousam nas roupas?

As gotículas com as partículas virais seguem o fluxo de ar em torno da pessoa, porque nos movemos relativamente devagar. É como os pequenos insetos ou partículas de poeira que voam nas correntes de ar em torno de um carro em baixa velocidade, mas se chocam com o para-brisa se o carro estiver mais rápido. Portanto, quando nos movemos, empurramos o ar para fora do trajeto e a maioria das gotículas e partículas também é empurrada para longe. Uma pessoa teria de borrifar grandes gotículas ao falar, tossir ou espirrar para que elas pousassem em nossas roupas. As gotículas também teriam de ser grandes o bastante para não acompanharem o fluxo de ar.

 

Existe o risco de que o vírus fique no meu cabelo ou na barba?

Pelos motivos expostos acima, você não deve se preocupar com contaminação viral no seu cabelo ou barba se você estiver praticando o distanciamento social.

 

Se alguém espirrar ou tossir diretamente nas minhas costas, vou me infectar com o coronavirus?

Mesmo que alguém espirre na sua nuca, alguma gotícula que pousar no seu cabelo provavelmente não seria uma fonte de infecção. Você tem de pensar em todo o processo que deve acontecer para que uma pessoa seja infectada. Alguém espirra, mas ela precisa ter uma quantidade X de vírus no espirro, e deve haver um número de gotículas que pousam em você. Depois, você tem de tocar aquela parte do seu cabelo ou da roupa onde estão as gotículas, que já tiveram uma redução significativa de partículas virais, e ainda tocar em qualquer parte do seu rosto para entrar em contato com elas. Quando se nota a série de eventos que precisam ocorrer, precisamente, se nota que a contaminação dessa maneira é difícil.

Note que se está falando sobre tossir ou espirrar nas costas de alguém. O vírus infecta as pessoas entrando pela boca, nariz ou olhos. Se alguém tossir ou espirrar diretamente no nosso rosto ou tocarmos em alguma superfície contaminada com vírus, o risco de nos infectarmos é grande. Por isso devemos manter o isolamento social e o uso de máscaras deve ser feito quando saímos de casa. E não podemos tocar a máscara ou o rosto sem antes lavarmos as mãos.

 

Devo me preocupar ao lavar e separar as roupas? Posso sacudir partículas virais de minhas roupas e as espalhar pelo ar?

A resposta depende de se você está fazendo lavagem habitual ou a de roupas de alguém doente. A lavagem de roupas rotineira não deve causar preocupação. Lave-as como faz normalmente.

A exceção é quando você entra em contato próximo com uma pessoa doente. A recomendação é que se use luvas quando fizer a limpeza de objetos de uma pessoa doente e tome cuidado para não sacudir as roupas e lençóis. Use a água mais quente possível e seque totalmente. Você pode misturar roupas de uma pessoa doente com as demais da casa, basta deixar a roupa parada por algum tempo para reduzir o risco, porque o vírus secará e entrará em decomposição.

 

Por quanto tempo o vírus pode continuar ativo quando depositado em tecido e outras superfícies?

Um estudo de março deste ano descobriu que o vírus pode sobreviver, sob condições ideais, até três dias em superfícies duras metálicas e plásticas e até 24 horas sobre papelão. Mas o estudo não examinou tecidos. A maioria dos especialistas do ramo acredita que a pesquisa em papelão dá pistas sobre como o vírus provavelmente se comporta em tecidos. As fibras naturais absorventes do papelão pareceram fazer o vírus secar mais rapidamente do que em superfícies rígidas. As fibras do tecido provavelmente produziriam um efeito parecido.

Um estudo de 2005 sobre o vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), outra forma de coronavírus, avaliou essa questão diretamente. Nesse estudo, pesquisadores testaram quantidades cada vez maiores de amostras virais sobre papel e sobre um vestido de algodão. Dependendo da concentração de vírus, levou cinco minutos, três horas ou 24 horas para que ele se tornasse inativo. Os pesquisadores concluíram que mesmo com uma carga viral relativamente alta na gotícula, uma rápida perda de efetividade foi observada em papel e algodão.

 

Devo me preocupar com a correspondência, pacotes ou o jornal?

O risco de adoecer ao manusear cartas ou pacotes é extremamente baixo e, nesta altura, apenas teórico. Não há casos documentados de alguém que adoeceu por abrir um pacote ou ler um jornal.

Mas isso não quer dizer que você não deva tomar precauções. Depois de manusear correspondência ou pacotes ou ler o jornal, jogue fora as embalagens e lave as mãos. Se você ainda se sentir nervoso a esse respeito, deixe as cartas e pacotes parados durante 24 horas antes de abri-los.

 

Equipe do Serviço de Perícias Médicas do TCE-RS


 


 

 DICAS DE SAÚDE BUCAL

 


 



A saúde mental do adolescente

 

A adolescência é o período marcado por mudanças biopsicossociais, normalmente apontada pelos adultos como uma fase muito difícil. Costumo dizer que não é uma fase difícil para os adultos, é difícil para o próprio adolescente, por ser um momento em que ele está deixando a fase conhecida de ser criança e rumando ao desconhecido do mundo do adulto.

Por ser este um período de indefinição entre o ser criança e adulto, gera alguns enfrentamentos psicológicos, como a perda da proteção dos pais, a necessidade de desenvolvimento da autonomia e a construção de uma identidade, inclusive a sexual. Tudo isso acarreta em novas emoções, percepções e reflexões. É uma fase de mudanças físicas, psicológicas e sociais.

Sem saber para onde e como ir, o adolescente busca sustentação nos grupos, junto aos pares. A prática de esportes, as conversas com os amigos antes, durante e depois das aulas, as reuniões sociais, os passeios coletivos, entre outras atividades que fazem parte do cotidiano dos adolescentes, uma busca de pertencimento.

Dito isso, podemos supor que a relação do adolescente com a escola está diretamente ligada à forma como ele está ou não incluído nos grupos.

O estar em grupo é essencial para a saúde mental do adolescente, ao mesmo tempo em que a pressão e influência do grupo vão ser determinantes na sua posição diante do mundo e das coisas.

“O adolescente, dentro da segurança que o grupo oferece, se expõe ao desconhecido, que é se colocar à prova no sentido sexual. Não à toa, vemos grupos de meninos e de meninas andando pelo shopping para verem e serem vistos, usando-se mutuamente como intermediários neste processo", afirma Eveline Kuczynski, psiquiatra da infância e adolescência. Se o grupo ajuda nessas ocasiões, há horas em que ele também pode causar tensão pelo medo de ser ridicularizado pelos amigos. Dependendo de como os integrantes do grupo se relacionam, eles podem diminuir ou aumentar o grau de frustração que sempre existe nas questões emocionais e sexuais, entrando aí a questão de gênero, que nesse momento é colocado em xeque, os conceitos e preconceitos de cada um, um repensar sobre o que é ser homem e o que é ser mulher. É um período de reflexão, de tentativas de construir respostas, que muitas vezes se somam a uma série de outras questões.

No meio de toda essa turbulência pessoal, aparece um imperativo que diz “fica em casa”, “distancie-se dos seus pares”, “aproxime-se dos seus pais e irmãos” e, mais ainda, “cuidem dos seus avós”. Esse imperativo do afastamento social estará, de forma diferente, mas, de algum jeito, interferindo nos modos de funcionamento dos adolescentes.

A pergunta que fica é: quais os efeitos do isolamento social sobre essa população que tem como característica básica a proximidade física, a afetividade entre os pares?
Então, em um momento em que todos estão sendo impedidos de vivenciar essas experiências, devemos ficar atentos a alguns sinais que podem indicar que algumas coisas não vão bem.

Lembrando que ansiedades e angústias são sintomas comuns da adolescência, exatamente por ser um período de tantas modificações, mas podem estar exacerbados em função das dificuldades decorrentes da necessidade do isolamento social.

 

    ALGUNS COMPORTAMENTOS QUE MERECEM MAIS ATENÇÃO:

  • Apatia (falta de interesse e vontade de fazer coisas que normalmente proporcionavam prazer);
  • Alteração no apetite;
  • Alteração na qualidade do sono (sabemos que nesse período é bem provável que os horários e as rotinas estejam alteradas);
  • Descrição de crises de ansiedade (com maior intensidade e menor periodicidade);
  • Dificuldade em estabelecer uma rotina de contato com os colegas;
  • Dificuldade em manter a atenção/concentração;
  • Não estar conseguindo dar conta das demandas da escola;
  • Alteração nos cuidados pessoais (higiene pessoal);
  • Estresse exagerado com algum dos familiares e/ou determinada situação;
  • Episódios de irritabilidade e ou agressividade, choros compulsivos;
  • Aumento no consumo das drogas e/ou álcool.

Esses podem ser sintomas que indicam que o adolescente está precisando de ajuda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    ALGUMAS DICAS AOS PAIS:

Estejam mais próximos do seu adolescente, mesmo quando parece que tudo que ele mais quer é não ter você por perto. A abordagem é um ponto importante. A fala recorrente dos adolescentes em que relação aos pais é no seguinte sentido: “nem perguntam como estou me sentindo, só perguntam se fiz os temas, levei o lixo, tirei o cocô do cachorro, fiz minha parte nas combinações”. Sabemos que é função dos pais orientar, mas talvez também seja função escutar, até para pensar em como intervir, assim como sabemos que é muito comum que as combinações não tenham sido executadas, pois os tempos, as necessidades e a forma como cada uma das partes entende o que precisa ser feito também é muito diferente.

Do lado do adolescente, o entendimento é de que a tarefa combinada será feita, mas no seu tempo. Do lado dos pais, o combinado deve ser feito de preferência agora (já), gerando desentendimentos e discussões. O que fica colocado é: tem que ser no seu tempo?

Partir da hipótese de que o adolescente sabe ou deveria saber é uma premissa que faz os pais incorrerem em dificuldades bem importantes, pois muitas vezes eles não só não sabem o que devem fazer, mas também não sabem como. Essa é uma postura recorrente por parte dos adolescentes, principalmente se na família há outros filhos menores. Não imaginem que o adolescente sabe como agir e vai pedir ajuda se precisar. É comum que os pais voltem a atenção aos filhos menores, o que aumenta a rivalidade e a agressividade entre os irmãos.

Outra questão importante diz sobre o universo do adolescente: músicas, séries, filmes, youtubers, bandas, jogos de videogame. É comum que a fala dos pais seja: disso eu não entendo, disso eu não gosto, nisso não vejo graça.

Por outro lado, a fala dos filhos costuma ser: eles nada querem saber sobre o que eu gosto ou faço, não se interessam por escutar ou entender o que eu gosto.

Como sabemos, as diferenças entre as gerações sempre fizeram parte das queixas de desentendimentos entre pais e filhos, sendo uma questão recorrente para as duas partes.

Parece que as duas partes precisam abrir mão da sua posição para que haja maior aproximação. Esperar que o filho se aproxime é uma posição que os pais normalmente assumem por considerarem que cabe ao filho procurá-los. Do lado dos filhos a posição é exatamente a mesma. Então, alguém deve dar o primeiro passo. No meu entender, pode ser os pais, em função de que estes já foram adolescentes e sabem o quanto é difícil conversar com os pais, principalmente quando não se está bem.

Saber sobre as bandas, filmes, séries, jogos, etc, que agradam o adolescente pode ser uma forma de conhecer o filho(a). Saber quem são seus ídolos, com quem se identificam, poderá ajudar a saber se estão depressivos ou estão bem.

Em tempos de isolamento social ou não, precisamos estar mais atentos aos nossos adolescentes, sempre lembrando, como disse inicialmente, que essa não é uma fase difícil para os adultos, é muito mais difícil para o adolescente.


Por Carmen Franzen,
Psicóloga do Serviço de Perícias Médicas (SPM) do TCE-RS


 

Diferença entre vírus, bactérias e fungos

 

 

     VÍRUS:


São extremamente pequenos e acelulares (não possuem nenhuma célula). Eles necessitam de outras células para replicar seu material genético, que passam a ser chamadas de “hospedeiras”.
 
Para que se multiplique, o vírus invade uma célula saudável e assume o controle do funcionamento da mesma. Conforme a célula deixa de realizar suas funções, o vírus passa a replicar seu material genético. Depois, há a liberação dos novos vírus no organismo infectado.

Exemplos de doenças virais: sarampo, catapora, caxumba, gripe, H1N1, AIDS, Dengue, Zika, Chikungunya, Covid 19.

 

     BACTÉRIAS:

 

São seres microscópicos unicelulares.

Existem milhares de espécies de bactérias, e muitas delas podem ser causadoras de doenças. No entanto, também existem bactérias benéficas, como as que vivem no intestino humano e ajudam a decompor o que é ingerido na alimentação. As bactérias vivem nos mais diversos ambientes, ou seja, no ar, na água, dentro de outros seres vivos.

Exemplos de doenças bacterianas: algumas doenças simples e comuns são causadas por bactérias, como as amigdalites; outras são muito perigosas e necessitam de cuidados intensos, como a meningite bacteriana, cólera, tuberculose, leptospirose e gonorreia. 

 

     FUNGOS:


São seres unicelulares ou pluricelulares, microscópicos ou macroscópicos. Os fungos mais conhecidos são os cogumelos, as leveduras e os bolores. São de extrema importância para o ecossistema. Eles são responsáveis por boa parte da decomposição de organismos e da manutenção do ciclo energético. 

Algumas doenças podem ser causadas pela atuação de alguns tipos de fungos no organismo. Normalmente, apresentam menos riscos e são mais fáceis de tratar que as doenças bacterianas e viroses. Exemplo: candidíase.

 

Fonte: site difenca.com

Por Márcia Maria Telles Westphalen
Enfermeira do SPM
 



    DICAS DE BEM-ESTAR

Vamos cuidar da nossa imunidade?

 

Você sabia que o estresse nos deixa mais vulneráveis a infecções?

O estresse estimula uma cascata de respostas no nosso organismo e, entre elas, está a liberação do CORTISOL. Esse já conhecido "hormônio do stress" tem como uma de suas reações a depressão do sistema imunitário.

Porém, antes de tachá-lo de vilão, temos que explicar que esse foi um hormônio importantíssimo para a evolução humana: o pico de estresse fazia o homem das cavernas reagir às ameaças. Junto com a adrenalina, o cortisol entrava em ação: através do catabolismo muscular, o hormônio induz a utilização das reservas energéticas do organismo e tem efeito sobre o sono, mantendo o estado de vigília. Mas é pelo efeito anti-inflamatório (redução da produção de linfócitos T, histaminas e serotonina), que se desencadeia a supressão da resposta imune.

O organismo fica com as defesas deprimidas, seja contra o coronavírus, o vírus da dengue, da influenza, ou outras doenças (transmissíveis ou não) e parasitas.

Não vivemos mais nas cavernas, mas atualmente sabe-se que, além do estado de alerta, maus hábitos estimulam a produção de cortisol: noites sem dormir, alimentação rica em gordura ruim e excesso de carboidratos. E, além disso, o medo, a revolta, a insegurança e as tensões são agentes estressores.

Então, que tal utilizarmos nosso afastamento temporário para construirmos uma nova rotina que seja mais saudável e aumente nossa imunidade?

Confira nossas dicas ao longo da semana!

 

DICA 1: Sono

 

 

Dormir bem é essencial para o sistema imunológico, para prevenir alterações cardíacas e obesidade, para manter uma boa memória e saúde mental.
Então, nada mais justo do que nossa primeira dica ser sobre a higiene do sono. A duração e qualidade do sono melhoram muito com adoção de atitudes simples:

- Organizar o quarto e cama de forma que proporcionem conforto e bem estar, com a temperatura ideal e ambiente silencioso;
- Redução da intensidade da luz artificial horas antes de dormir, para a liberação de melatonina;
- Evitar alimentação pesada (calórica e gordurosa) à noite;
- Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas antes de dormir;
- Evitar bebidas estimulantes (como café e energéticos);
- Manter o celular distante da cama.


 

DICA 2: Alimentação

 

Uma alimentação saudável não impede o contágio por doenças mas, com uma boa nutrição, nosso sistema imune fica pronto para reagir à qualquer invasor e/ou infecção.
Então, vamos às dicas:

- Evitar restrições calóricas severas sem acompanhamento de um nutricionista;
- Priorizar alimentos "in natura" como frutas e vegetais;
- Observar o rótulo dos alimentos e evitar os ultraprocessados (com muitos ingredientes que você não consegue entender), eles têm mais sódio e açúcar;
- Ainda sobre os rótulos, leia os ingredientes. Eles estão em ordem decrescente da sua proporção: uma bebida que têm "água e suco de fruta" é predominante em água;
- Para hidratação, sempre prefira água;
- Entre o suco e a fruta, a segunda é menos processada e, assim, a melhor opção;
- Os temperos são grandes aliados da saúde intestinal (mais imunidade!), além de adicionar nosso toque pessoal no preparo das refeições.

 

DICA 3: Exercício físico

Com o isolamento domiciliar e as restrições de circulação, o exercício físico caiu para segundo plano. Mas, devido ao seu importante papel para nossa imunidade, precisamos incluí-lo na nossa rotina de cuidados.
É hora de pensar em alternativas para a boa e velha academia, para as atividades na rua... Não sabe por onde começar? Se você tem pátio em casa, hora de aproveitar. Se não tem, separa um cantinho na sala:

- Escolha um horário do seu dia para assumir o compromisso de se exercitar;
- Exercícios com o peso corporal podem ser realizados em qualquer lugar. Alguns exemplos são os agachamentos, polichinelos, burpees, apoios, abdominais, etc;
- Que tal aproveitar para se mexer junto com as crianças? Brincadeiras com bola ou pega-pegas são boas opções para manter o fôlego em dia;
- Tá desanimado? Procure coreografias em sites como Youtube e se divirta tentando imitar;
- Já verificou se a sua academia não está disponibilizando aulas on-line? Muitos centros de treinamento estão respondendo à nova demanda e oferecendo suporte no período de quarentena;
- Também existem diversas aulas de profissionais em sites e aplicativos.
 
Se você já praticava exercícios, basta adaptar o seu treino com materiais que você dispõe em casa. Os pesos podem ser substituídos por quilos de alimentos, como arroz ou feijão. Você também pode utilizar garrafas pet, que são mais fáceis de manipular.
 
Se você não tinha o hábito de praticar exercícios, esse é um bom momento, mas exige cautela. Procure aconselhamento profissional e inicie um treinamento gradual adaptado às suas necessidades. Existem profissionais que estão oferecendo atendimento por vídeo chamada, por exemplo.
 
Viu? A quarentena pode ser uma oportunidade de melhorar sua qualidade de vida.

 

DICA 4: Atividades prazerosas

Fechando a semana, a dica é simplesmente relaxar! O estresse é um dos maiores inimigos da imunidade, mas é facilmente amenizado com atividades que nos proporcionam prazer.

Então, vamos deixar o cortisol de lado e falar sobre os "hormônios da felicidade":

- Dopamina: é o neurotransmissor protagonista dos processos motivacionais. Isso porque é liberada quando atingimos uma meta. Também pode ser estimulada pela meditação e o aprendizado de coisas novas, como um idioma ou tocar um instrumento;

- Serotonina: responsável pela sensação de prazer e bem estar, em baixa pode causar mal humor e depressão. Tomar sol (pode ser pela janela) e comer chocolate amargo são estratégias para aumentar os níveis de serotonina;

- Endorfina: ameniza a dor e o estresse, como um analgésico. Meios de elevar os níveis da substância são dar boas risadas (que tal uma comédia?) cantar, dançar e fazer exercícios.

- Ocitocina: hormônio dos laços afetivos. É produzida pelas mamães no parto e na amamentação, por exemplo. Ficou conhecida como "hormônio do abraço". Mas, em tempos de corona, podemos estimular nossos laços telefonando e/ou fazendo chamadas de vídeo para nossos entes queridos, estreitando nossas ligações emocionais ou praticando o bem através de ações positivas.

Cuide de você e de quem ama compartilhando essas dicas e seguindo as orientações oficiais.

 

Gabriela Quines Mendelski

Profissional de Educação Física do Serviços de Perícias Médicas do TCE-RS



 Solução caseira para eliminar o coronavírus da sua casa

 

Para a fórmula, use água sanitária de sua preferência comprada em supermercados.

ATENÇÃO: sempre leia o rótulo! A concentração de princípio de cloro ativo deve ser de 2% a 2,5%.
E cuidado na manipulação do produto!
Não
adianta usar água sanitária pura!
O que leva à eliminação dos organismos é uma substância chamada "ácido hipocloroso".

Você precisará de:
- 25 ml de água sanitária (equivale a meio copinho plástico de cafezinho);
- 1 litro de água;
- 1 garrafa de vidro ou plástico – não esqueça de guardar a garrafa em local seguro e identificar o conteúdo.


Como preparar:
Coloque um pouco da água dentro da garrafa, acrescente a água sanitária, coloque o restante da água, tampe e misture bem.
NÃO deixar exposto ao sol!
O odor de cloro é suave.
Esta solução agindo de 15 a 20 segundos é fatal para o coronavírus.

 

Onde usar:
Use com borrifador ou com um pano seco e limpo umedecido com a solução:
- Limpe frutas e verduras, assim que chegam das compras. Após a ação da solução, higienizá-las devidamente antes de consumir;
- Higienize sacolas plásticas e embalagens dos produtos quando chegam em casa;
- Limpe também chaves, maçanetas, superfícies de mesa, etc.
IMPORTANTE: NÃO USAR EM CELULAR E ELETRÔNICOS.

 

Para pisos, áreas abertas, sola de calçados:
Para um litro de água, use 50 ml de água sanitária (equivale a um copinho de cafezinho cheio).


Retirado do artigo elaborado pelo químico Dr. Jorge Macedo, D.Sc
Apoio do CFQ e CRQmg

Fornecido por Rodimar Fulini, técnico de Enfermagem do Serviço de Perícias Médicas do TCE-RS.

 

 Vacinação durante a pandemia de

 coronavírus (SARSCoV-2)

 

Considerando que, ao mesmo tempo em que o isolamento e a limitação na circulação de pessoas reduz a transmissão, não só do coronavírus (SARSCoV-2), mas de outros patógenos, o não comparecimento de crianças às unidades de saúde para atualização do calendário vacinal pode impactar nas coberturas vacinais e colocar em risco a saúde de todos, especialmente frente à situação epidemiológica do sarampo, febre amarela e coqueluche que vivenciamos atualmente.

Por isso, as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) sugerem:

1) A oferta das vacinas deve ser mantida de maneira regular e sustentada pelo PNI Programa Nacional de Imunização (PNI);
2) A população deve  manter o calendário vacinal atualizado, procurando visitar a unidade de saúde ou clínicas privadas de imunização mais perto de suas residências e em horários menos concorridos; 
3) O distanciamento, especialmente de idosos, deve ser rigorosamente respeitado;
4) O calendário deve ser otimizado, com a aplicação do maior número de vacinas possível na mesma visita, desde que se respeite o intervalo mínimo entre as doses, com o objetivo de reduzir o número de visitas às unidades de saúde;
5) Não há evidências sobre a interação da COVID19 e a resposta imune às vacinas. Para reduzir a disseminação da doença, qualquer pessoa com sintomas respiratórios ou febre não deve comparecer aos centros de vacinação;
6) Casos suspeitos ou confirmados de COVID19 poderão ser vacinados após a resolução dos sintomas e passado o período de 14 dias do isolamento.

Campanhas:
Em relação à campanha de vacinação contra o influenza, onde a imunização de idosos é uma prioridade, a suspensão temporária da vacinação rotineira de crianças por um curto período pode ser considerada, com o intuito de reduzir a exposição dos idosos.

Novas informações e recomendações como parte da estratégia de enfrentamento da pandemia de COVID19, poderão ser atualizadas a qualquer momento.

Referências: SBP e SBIm


Jamile Cerioli
Pediatra do Serviços de Perícias Médicas do TCE-RS

 


 

 Atente para a postura adequada no teletrabalho

 

O momento nos exigiu abrir mão do nosso posto de trabalho normal e rapidamente nos adaptar ao trabalho remoto. Como podemos fazer isso sem comprometer nossa saúde?

Descrevo a seguir, de forma sucinta, a boa postura à frente do computador em casa. São orientações dadas no Programa Fiscalizando sua Postura, adaptadas ao ambiente domiciliar.

 

 

1.o é recomendável trabalhar improvisando: no sofá, na cama ou em qualquer outro local, com o notebook no colo.

2. Procure, em sua casa, uma mesa e cadeira onde você possa ajustar as recomendações abaixo listadas. Adapte-se, use utensílios que você tem à disposição, crie um posto de trabalho de forma que, ao fim do seu dia, você esteja bem.

3. A tela do nosso computador tem que estar na altura dos olhos, sem forçar ou impor ao pescoço sua inclinação para frente.

4. Mantenha toda a extensão das costas apoiada no encosto da cadeira. O quadril deve ficar bem encostado no encosto e acento, buscando um ângulo 90° do tronco, do corpo e das pernas.

5. Os antebraços devem ficar apoiados na mesa, descarregando neste ponto o peso de todo o braço, deixando assim os punhos livres e relaxados sobre o teclado e o mouse.

6. Devemos manter também as articulações dos joelhos e tornozelos numa angulação de mais ou menos 90° e pés apoiados no chão.

Seguindo essas orientações, dentro do possível, você poderá trabalhar de modo remoto e manter uma boa Qualidade de Vida. 

Cuide-se!

 

Ana Cláudia E. Machado
Fisioterapeuta do Serviço de Perícias Médicas do TCE-RS

 


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