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Apresentação

 

A campanha “Atitude TCE”, iniciada em 2016, tem chamado a atenção para a necessidade de um convívio respeitoso, uma reivindicação que parece tão simples, mas que assinala um dos maiores desafios para um país como o nosso, ainda entre os mais desiguais, violentos e intolerantes.

 

A “marca” que criamos estimula a inclusão, o respeito pela diversidade e as ações cotidianas de cuidado e consideração, a começar pelos colegas de trabalho. O objetivo é o de estarmos atentos para as ações mais simples e corriqueiras, porque é com elas que nos aproximamos ou nos afastamos das pessoas. 

 

Todas as pessoas são igualmente importantes, titulares de direitos e comprometidas com deveres. Nesse ideal de vida responsável, a cidadania luta para que o interesse público se sobreponha às demandas individuais ou corporativas.

 

“Atitude TCE” é o nosso jeito de lembrar que as pessoas são o que mais importa, e que somos nós os responsáveis pelas mudanças na construção do futuro que queremos.    

 

2019




 

Igualdade de Gênero

Desde 2015, a igualdade de gênero é uma das 17 metas da Agenda 2030 da ONU. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 5 visa a “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”. No entanto, desde 1988, a Constituição Federal já prevê a igualdade como um direito fundamental, visto que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos, deveres, oportunidades e responsabilidades.

Essa é uma luta histórica do movimento feminista, que desde o século XVIII, reivindica a posição da mulher na sociedade como cidadã, detentora de direitos civis, políticos e sociais, como o direito ao voto, ao divórcio, a educação, a igualdade salarial, entre outros. A igualdade de gênero não ignora a existência de diferenças entre homens e mulheres, apenas afirma que o gênero não deve ser um critério de discriminação.

Para a construção de uma sociedade realmente democrática, é essencial reconhecermos que ainda há discriminação por gênero e buscarmos promover a igualdade.

Alguns dados levantados pela ONG Politize!:

  • As mulheres representam 51,7% da população (IBGE, 2018) e 42% da renda total dos trabalhadores brasileiros. No entanto, estima-se que as mulheres recebam 24% menos do que os homens em cargos equivalentes.
  • Na representação política, as brasileiras ocupam apenas 15% dos cargos da Câmara de Deputados (77 mulheres e 436 homens) e 16% do Senado Federal (13 mulheres e 81 homens).
  • No mundo, entre os 500 maiores CEOs de empresas, só 4,6% são mulheres.
  • As mulheres são dois terços da população mundial analfabeta.
  • Um terço das mulheres do mundo já sofreu alguma violência por seu parceiro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o quinto maior índice de feminicídio. Só em 2018, segundo o Datafolha, 12,5 milhões sofreram ofensa verbal; 4,6 milhões foram assediadas ou agredidas por motivos sexuais; 1,7 milhão foram ameaçadas com faca ou arma de fogo e 1,6 milhão sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento.


 

Manterrupting

 

Manterrupting é a expressão em língua inglesa para a prática sexista de interromper uma mulher quando ela está falando. O termo surgiu a partir do artigo Speaking while Female (Falando enquanto Mulher), publicado em 2015 no jornal The New York Times. O texto foi escrito pela chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, e pelo professor da Universidade da Pensilvânia Adam Grant, a partir de um estudo realizado por psicólogos de Yale.

A pesquisa mostra que as senadoras americanas se pronunciam muito menos que seus colegas homens de cargos mais baixos. Casos famosos de manterrupting são o de Kanye West interrompendo o discurso de Taylor Swift no MTV Video Music Awards e o debate presidencial entre Donald Trump e Hillary Clinton. No entanto, essa violência velada acontece dentro de casa, no ambiente de trabalho e até mesmo entre amigos, desde muito antes da criação do termo.

Para ver o artigo, clique aqui.
Para ver a pesquisa, acesse este link.



 

Igualdade Social


A Declaração dos Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas, diz que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

Este é o verdadeiro sentido da igualdade social: ela representa a busca por uma sociedade livre de discriminação e a aplicação de direitos condizentes a toda a população. A promoção da igualdade social reflete em melhores índices sociais, econômicos, educacionais e políticos. É o despertar de uma consciência humana de que, no fim, somos iguais e merecemos respeito. É neste sentido também que a equiparação referente à fruição de direitos iguais se torna fundamental para a manutenção da democracia, respeitando as particularidades de cada um e assegurando que todos possuam as mesmas oportunidades e deveres.

Entretanto, um dado alarmante aponta que o Brasil é o 9º colocado entre os 189 países mais desiguais do mundo, de acordo com pesquisa divulgada pela Oxfam Brasil. Uma das principais causas da desigualdade social é a má distribuição de renda. A pesquisa apontou que o rendimento médio do 1% mais rico do Brasil é 36,3 maior do que o rendimento dos 50% mais pobres. Acesse aqui a pesquisa completa.

Entre outras informações, o portal da Oxfam levanta dados importantes que retratam a desigualdade no Brasil, como o fato de uma pessoa que recebe um salário mínimo precisar trabalhar 19 anos para ganhar o equivalente a um mês de renda de um brasileiro do grupo dos 0,1% mais ricos da população.

Essa disparidade de recursos reflete diretamente na capacidade da população de disputar por iguais oportunidades e, consequentemente, no desenvolvimento do País. Entre outras causas para a desigualdade social, pode-se elencar também a falta de acesso à educação de qualidade e a má gestão de recursos públicos.

Mudar essa realidade é uma ação em longo prazo e que necessita de esforços e união de toda a população brasileira. Entre as principais medidas está priorizar o enfrentamento ao racismo e à discriminação contra as mulheres, equilibrar o sistema tributário, promover a oferta de trabalho formal e decente para todos e fortalecer a agricultura familiar, além de reforçar os mecanismos de combate à corrupção, possibilitando uma reaproximação da população brasileira às instituições públicas e políticas do País.

*Fonte: Oxfam



 

Boato

Como identificar o que é informação e o que é boato? Quando você se depara com um boato, como agir? Para responder a essas perguntas, primeiro é preciso entender como se define um boato. De acordo com o dicionário online Michaelis, um boato é uma “notícia anônima, geralmente maledicente, que se divulga a respeito de alguém ou de algum acontecimento, sem confirmação”. Ainda sobre a percepção do que é boato, a pesquisa Global Advisor: fake news, filter bubbles, post-truth and trust, realizada em 2018 pelo Instituto Ipsos, apontou que os brasileiros são os que mais acreditam em boatos.

O estudo foi realizado em 27 países. Portanto, previna-se: cruze informações chaves em relação à notícia em diferentes fontes; confira a credibilidade de quem publica; lembre-se de que é possível checar informações de figuras públicas em canais oficiais. Além disso, existem iniciativas dispostas a verificar informações que ganham notoriedade, principalmente na internet, como os sites E-farsas e Boatos.org, além das agências de fact-checking dos principais veículos de comunicação brasileiros.

Confira aqui, em inglês, a pesquisa do Instituto Ipsos.



 

Assédio Moral

Você sabe identificar se já foi vítima de assédio moral no trabalho? De acordo o site Assédio Moral no Trabalho, que compila informações e dá visibilidade ao tema, é a “exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes, dirigidas a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego”.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou mais de 29 mil denúncias de assédio moral no Brasil. Buscando diminuir esse número expressivo, a Câmara aprovou, em 2019, o projeto de lei (PL) 4.742/2001, que visa à detenção de um a dois anos e multa para quem ofender reiteradamente a dignidade de empregado, causando-lhe dano ou sofrimento físico ou mental. A proposta será enviada ao Senado. De acordo com recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), se você já presenciou ou sofreu um caso de assédio moral em seu ambiente de trabalho, a primeira atitude a ser tomada é procurar seu sindicato e relatar o acontecido, assim como denunciar a órgãos como o Ministério Público do Trabalho e a Superintendência Regional do Trabalho.

Nota do MPT sobre dados de assédio moral no Brasil.

ORG Assédio Moral no Trabalho.

 

 

2018



Empoderamento

 

Empoderamento é uma expressão que tem sido utilizada para caracterizar o poder individual e coletivo que se constrói a partir da tomada de consciência de uma situação de opressão. A palavra tem origem na expressão inglesa “empowerment”.

 

No movimento feminista, a palavra empoderamento é utilizada no combate às situações de desigualdade e machismo historicamente enraizadas. Um dos exemplos é a exclusão das mulheres nas relações de trabalho. Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “As mulheres são menos propensas a participar do mercado de trabalho do que os homens e têm mais chances de estarem desempregados na maior parte dos países do mundo”. Os resultados do estudo mostram ainda que “a taxa global de participação das mulheres na força de trabalho ficou em 48,5% em 2018, 26,5 pontos percentuais abaixo da taxa dos homens.”.

 

Parte das mudanças referentes às desigualdades de gênero está no empoderamento das mulheres, na busca pela equidade de direitos, na união e no fortalecimento conjunto, mas, principalmente, na luta por uma perspectiva antirracista, antielitista e antissexista.

 

Relatório OIT: http://www.ilo.org/global/about-the-ilo/newsroom/news/WCMS_619550?lang=es


Adote! E nunca abandone

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, no Brasil, existam mais de 30 milhões de animais nas ruas das cidades. Destes, 20 milhões são cachorros. De acordo com o censo 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 44,3% dos domicílios do país possuem pelo menos um cão. Segundo a pesquisa, apenas 41% destes animais são adotados; entre gatos, o índice de adoção é de 85%.

O abandono de cães é um problema recorrente em todo o mundo, e a sua compra é amplamente incentivada no mercado. Porém, ao comprar um animal, muitas vezes o “dono” não percebe ou se esquece que não está adquirindo um objeto ou imóvel, e sim uma vida que necessita de cuidados.

Um estudo publicado pela Science aponta que o vínculo que existe entre cães e humanos faz com que eles considerem os donos como sua família. O cientista Miho Nagasawa, da universidade japonesa Azabu, comprovou que o olhar entre o cachorro e seu dono dispara em ambos altos níveis de ocitocina, o chamado “hormônio do amor”, relacionado à conduta maternal e paternal. A ocitocina atua também no reconhecimento e no estabelecimento de vínculos sociais, assim como na formação de relações de confiança entre as pessoas.

Ao decidir ter um cão não se esqueça: você não está adquirindo um bem material ou objeto, e sim um companheiro.

 

Vídeo Gift - https://www.youtube.com/watch?v=3PKn0hL9aBs


31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco/Tabagismo

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu 31 de maio como o “Dia Mundial Sem Tabaco”. No Brasil, um importante passo dado para conscientizar a cidadania sobre os danos do tabagismo foi a Lei Antifumo. Aprovada em 2011 e regulamentada em 2014, a lei proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. Ela também define medidas corretivas, que vão desde advertências sobre o descumprimento da norma pelos estabelecimentos, nos casos mais leves, a multas que podem chegar a R$ 1,5 milhão (descumprimento das normas sanitárias) e até mesmo interdições e cancelamento da autorização de funcionamento, em casos mais graves.

 

Todas essas ações foram tomadas pensando não somente no fumante, mas também em quem está sempre perto da fumaça. Segundo a última edição da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, divulgada em agosto de 2017, o número de fumantes passivos caiu 42% no Brasil. Um fumante passivo é aquele que inala a fumaça de cigarros e outros produtos derivados do tabaco. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) apresenta o seguinte dado: a fumaça que sai da ponta de um cigarro contém em média três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala.


Resiliência

 

Resiliência significa a capacidade do indivíduo em lidar com situações adversas, superar pressões, obstáculos e problemas, e reagir positivamente a eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional.

 

Todos nós, de tempos em tempos, somos testados na nossa habilidade de suportar pressões e superar situações difíceis. O principal objetivo do conceito de resiliência não é restaurar o passado, mas propiciar condições de dar um salto para frente. É a habilidade de manter o seu propósito, enquanto se adapta a novos métodos e procedimentos.

 

Existe um ditado que diz que não podemos controlar os ventos que sopram no nosso barco, mas que podemos ajustar as velas para chegarmos ao nosso destino. É exatamente o que faz a pessoa resiliente: ela ajusta as velas para chegar ao objetivo, adaptando-se e agindo com flexibilidade diante da conjuntura adversa.

 

Resiliência é uma das características das pessoas com potencial de liderança, capazes de enfrentar e suplantar crises, problemas, obstáculos e adversidades com serenidade em situações de estresse. O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, Paulo Sabbag, fez um estudo sobre o tema e descobriu uma forma de medir esta capacidade que, segundo ele, pode ser desenvolvida. São nove as características que compõem uma personalidade resiliente:

 

Autoeficácia: Crença na própria capacidade de organizar e executar ações requeridas para produzir resultados desejados. Associada à autoconfiança, transforma-se em “combustível” para a proatividade e a solução de problemas.

 

Solução de problemas: Característica dos agentes de mudança, indivíduos equipados para diagnosticar problemas, planejar soluções e agir, sem perder o controle das emoções. Aliada à proatividade, tenacidade e flexibilidade social, mobiliza para a ação, contrapondo-se à postura de idealizar positivamente o futuro.

 

Temperança: Está associada ao controle da impulsividade. Significa maior capacidade de administrar emoções com flexibilidade, mantendo a “frieza” em situações difíceis ou de pressão.

 

Empatia: Habilidade básica e promotora tanto da competência social quanto da solução de problemas. Significa compreender o outro a partir do quadro de referência dele.

 

Proatividade: Refere-se à propensão a agir e à busca de soluções novas e criativas. Reativos tendem a esperar pelos impactos de adversidades, enquanto os proativos tomam iniciativas.

 

Competência social: Apoio externo diminui sintomas de estresse e reduz a vulnerabilidade de indivíduos submetidos a condições adversas.

 

Tenacidade: Persistência e/ou capacidade de aguentar situações incômodas ou adversas.

 

Otimismo: O otimismo se alia à competência social e à proatividade, tendo por base a autoeficácia.

 

Flexibilidade mental: Está relacionada a uma maior tolerância à ambiguidade e a uma maior criatividade. O pessimismo faz com que o indivíduo de baixa resiliência insista teimosamente em cursos de ação que não se mostram efetivos. Já o resiliente, em oposição, é flexível: pensa em opções, age e, se a ação não é efetiva, escolhe outra opção e persiste.


Temperança

 

Temperança é a característica humana relacionada ao autocontrole e a moderação. Indivíduos que possuem o valor moral de temperança mais expressivo são aqueles que medem muito bem as consequências de seus atos e tomam as decisões mais racionais.

 

Muitas vezes, temos dificuldade em diferenciar o certo do errado e procuramos justificar atos duvidosos. A temperança é justamente o valor ético que nos mantém conscientes das nossas atitudes, principalmente quando as consequências podem afetar outras pessoas.

 

Na psicologia é também o domínio sobre os prazeres e desejos, não permitindo que eles se transformem em excessos ou transtornos que prejudiquem a saúde. É o equilíbrio emocional que nos torna pessoas justas e mantém nossas mentes saudáveis em situações de conflito.

 

O conceito de Temperança expressa o ideal do equilíbrio e da parcimônia nas atitudes que tomamos. A origem do termo está no latim temperantia cujo significado é: “guardar o equilíbrio”.

 

 

 

2016/2017


 

 


Especiais



 

21 de setembro - Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência

A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas e seu Protocolo Facultativo, de 2007, foram ratificados pelo Brasil em 2008. Os documentos foram, assim, incorporados à legislação brasileira com força de emendas constitucionais. A convenção estabelece o monitoramento periódico e consagra os Direitos Humanos das pessoas com deficiência, assinalando um marco histórico na luta pela inclusão.

Por muito tempo, o tema das deficiências foi abordado a partir de um paradigma biomédico, sendo reduzido a um problema das pessoas afetadas. Atualmente, não há como se abordar as deficiências fora do modelo social que permite situar as limitações enfrentadas pelas pessoas também como decorrência do meio em que vivem.  O que temos, verdadeiramente, são sociedades que foram pensadas como se as pessoas com deficiência não existissem. Uma deficiência não indica, necessariamente, uma doença, nem se pode tratar as pessoas com deficiência como se fossem doentes. A falta de acessibilidade é uma limitação imposta socialmente e que pode ser completamente superada – para pessoas com deficiência e para pessoas com dificuldades de locomoção -  se houver políticas públicas adequadas, de sentido inclusivo.  

Conheça a lei maior sobre os direitos das pessoas com deficiência aqui    


Assista ao vídeo lançado pelo Channel 4, na Inglaterra, que reuniu o talento de 140 atletas, músicos e pessoas comuns com deficiências variadas. A ideia era mostrar de que as pessoas com deficiência fazem coisas surpreendentes todos os dias. Cada uma delas, na verdade, é super-humana!



Art. 227 da C.F.:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Na prática:

Para se compreender precisamente o significado da expressão “prioridade absoluta”,  o parágrafo único do artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) explicitou as situações tornando concreta a previsão constitucional. Para o ECA, prioridade absoluta é:

  • a primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;
  • a precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública;
  • a preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas, e;
  • a destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.

Estes comandos, por óbvio, devem estar materializados no Orçamento dos Poderes Executivos em todos os níveis. Os serviços públicos, por seu turno, devem ser organizados para que a prioridade seja assegurada e as políticas públicas e programas governamentais devem garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.


Vídeo  “O que minhas filhas precisam” - com Marcos Piangers

Vídeo   “Criança e preconceito”



 

 

28 de outubro - Dia do Funcionário Público.

 

Há coisas que uma pessoa só não alcança;

que um gesto não define;

que o texto isolado não imagina.

 

Há coisas que uma caminhada em silêncio não faz;

que um sorriso apenas não desmonta;

que um olhar só não apanha.

 

Há coisas que exigem a troca,

que demandam identidade e pertencimento.

 

Porque há coisas que só a união realiza;

coisas que só a confiança, que só o sonho,

que só a garra de um time.

 

Parabéns a todos os servidores do TCE-RS

pelo tanto que lutamos juntos

e pelo muito que ainda iremos caminhar.



Tema: Compromisso contra o Racismo

O próximo dia 20 marca o “Dia da Consciência Negra”, data da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, homenagem instituída pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data é considerada feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

O Dia faz menção à resistência da população negra contra a escravidão. Vale lembrar que o Brasil foi o último país do mundo a acabar com o regime escravocrata, vergonha que se estendeu de 1549 a 1888, por mais de três séculos, portanto. Também no mês de novembro, o dia 18 assinala o “Dia Nacional de Combate ao Racismo”.

Aproveitando essas datas, a campanha Atitude TCE sublinha nosso compromisso de contribuir institucionalmente com a superação de uma das piores heranças da formação brasileira: o racismo.

Ao longo dos últimos anos, o Tribunal tem manifestado essa atitude na aplicação das cotas em seus processos de seleção e, também, em suas atividades de fiscalização, como, por exemplo, no trabalho realizado para a efetiva aplicação da artigo 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que torna obrigatório, nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados, o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena.

Muito ainda é preciso ser feito para que possamos deixar de conviver com ideologias e estereótipos racistas que terminam por naturalizar a pobreza e a violência que atingem, desproporcionalmente, as populações negras no Brasil. 

Abaixo, disponibilizamos um texto a respeito do preconceito racial e duas listas, uma de filmes, outra de livros, que abordam o tema do  racismo com especiais sensibilidade e qualidade estética.


Acesse: Texto   Livros   Filmes

 



 

Tema: Síndrome de Down - o desafio da inclusão

Ainda hoje, muitas pessoas não sabem, exatamente, o que é a Síndrome de Down (SD), nem quais são as possibilidades das pessoas afetadas. Inicialmente, é preciso lembrar que a SD não é uma doença, mas uma condição crônica derivada de uma desordem cromossômica, a chamada trissomia do cromossomo 21. Não se sabe ao certo quantos sindrômicos vivem no Brasil, mas se estima que eles formem um conjunto de quase 300 mil pessoas. A frequência da SD é de um caso para cada 750 bebês nascidos vivos.

Pessoas com a Síndrome de Down possuem comprometimentos que envolvem atraso no desenvolvimento de determinadas habilidades motoras e mentais. A depender da forma como elas são cuidadas e estimuladas, entretanto, podem ter uma vida normal em sua diferença.

Um dos pontos importantes na atenção devida aos sindrômicos é a estimulação precoce e a inclusão das crianças em escolas regulares. No passado, se acreditou que crianças com SD só poderiam ser encaminhadas a escolas especiais. Hoje, há um grande esforço para que as escolas regulares sejam capazes de acolher todas as crianças, inclusive aquelas com SD.

 

 

Os estudos que compararam grupos de adolescentes com Down matriculados em escolas especiais e em escolas regulares, encontraram que não há diferenças significativas entre os dois grupos quanto à capacidade de independência, contato social e atividades de lazer, mas a inclusão apresentou vantagens importantes para a linguagem, comportamento e aspectos acadêmicos dos alunos.

A Constituição Federal e o conjunto da legislação pressupõem a inclusão das pessoas com SD, o que é especialmente importante no que se refere à obrigatoriedade do ensino fundamental a todas as crianças, dos seis aos 14 anos.

Segundo o censo escolar, o Brasil tem verificado um crescimento expressivo nas matrículas de pessoas com deficiência na educação básica regular, ou seja, em turmas em que também estudam crianças sem deficiência. Em 1998, cerca de 200 mil pessoas estavam matriculadas na educação básica, sendo apenas 13% em classes comuns. Em 2014, eram quase 900 mil matrículas e 79% delas em turmas comuns. Dados do Ministério da Educação revelam que também houve um aumento de 198% no número de professores com formação em educação especial. Em 2003, eram 3.691 docentes com esse tipo de especialização. Em 2014, esse número chegou a 97.459.

Um dos desafios para os sindrômicos e para seus familiares é a superação do preconceito. Para isso, a visibilidade das pessoas com SD é muito importante. 

Pensando assim, a campanha Atitude TCE escolheu o tema para sua peça de Natal. Uma forma, pensamos, de afirmar os valores mais profundos associados à data e à mensagem cristã que nos fala em amor ao próximo, sem distinções.

 

 



 

Um dia de resistência

 

8 de março, Dia Internacional da Mulher, simboliza uma história de reinvindicações e conquistas das mulheres em todo o mundo. Sua origem remete, principalmente, à greve de trabalhadoras da indústria têxtil na cidade de Nova Iorque (EUA), em 1857. As mulheres se posicionavam por melhores condições de trabalho e igualdade de direitos. O movimento foi violentamente reprimido pelos patrões e pela polícia.  Em 1911, também em Nova Iorque, cerca de 145 trabalhadoras morreram queimadas em uma fábrica de tecido por incêndio causado pelas precárias condições de trabalho do local.  Tais acontecimentos fortaleceram as lutas dos movimentos feministas pela igualdade de direitos para as mulheres. Apenas em 1977, entretanto, o “8 de março” foi reconhecido pelas Nações Unidas como uma data universal dedicada à luta das mulheres.

 

Apesar dos avanços, ainda restam conquistas a serem alcançadas pelas mulheres. Atualmente, a data estimula a necessária reflexão de todos e todas sobre os direitos e espaços que ainda precisam ser garantidos às mulheres.

 

Para pensar

 

-  No Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2014). Entre os casos, 70% dos estupros são cometidos  por parentes, namorados ou conhecidos da vítima.

- Estima-se que, no País, cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos, os parceiros, ou ex-parceiros, são responsáveis por 80% dos casos reportados.

- O Brasil contabiliza a taxa de 4,8 assassinatos para cada 100 mil mulheres.

- O Brasil é o segundo pior país na questão igualdade salarial, onde mulheres ganham até 30% a menos do que os homens realizando a mesma função de trabalho.

- As mulheres brasileiras  trabalham 7,5 horas  a mais por semana que os  homens, somando o tempo gasto no emprego com o de afazeres domésticos (IBGE).

- No Rio Grande do Sul, a cada 20 minutos uma mulher sofre agressão física.

(Fonte: Relatório Lilás 2014 ).

 

 

Artigo

O machismo também mora nos detalhes

Think Olga*

 

Quando você pensa em machismo, o que vem à sua cabeça? Estupro, violência doméstica, restrição econômica, submissão e subserviência. Porém, existem alguns comportamentos machistas que permeiam nosso cotidiano e sequer nos damos conta. Gestos que parecem inofensivos, mas que, na verdade, roubam nossa força, nosso espaço e limitam as possibilidades das mulheres. Mas estamos de olho! A Think Olga traz uma explicação sobre quatro tipos de machismo invisíveis para te ajudar a combatê-los no seu dia-a-dia: manterruptingbropriating, mansplaining gaslighting.

 

Os comportamentos foram nomeados em língua inglesa e não há expressões equivalentes em português.  Independentemente do idioma, as posturas seguem sendo ainda muito comuns em todo o mundo.  Descubra o que elas significam:

 

 1.    Manterrupting

 

 A palavra é uma junção de man (homem) e interrupting (e interrupção), em inglês. Em tradução livre, manterrupting significa “homens que interrompem”. Este é um comportamento muito comum em reuniões e palestras mistas, quando uma mulher não consegue concluir sua frase porque é constantemente interrompida pelos homens ao redor.

 

Em março, um caso típico ganhou a internet: em um painel do SXSW 2015, evento de inovação, música e cinema que acontece todos os anos em Austin, Texas, uma mulher brilhante discutia a baixa presença feminina na tecnologia ao lado de dois homens, igualmente inteligentes. Eram eles o chairman do Google, Eric Schmidt, o jornalista e biógrafo do Steve Jobs, Walter Isaacson, e a Chefe de Tecnologia do governo americano (Pentágono), Megan Smith. E, apesar de o papo ser sobre ampliar as possibilidades para as mulheres, os homens da mesa não estavam dispostos a ceder espaço a ela. Cada vez que Megan Smith tentava fazer uma colocação, era interrompida de forma desnecessária por um dos dois homens:

 

·         “Sim, Senhora Smith, sei que você pode falar sobre isso melhor que ninguém, mas é que…”

·         “Acho que esta pergunta (da plateia) tem bastante a ver com a área da Senhira Smith, mas eu só queria falar que…”

·         (falando por cima dela) “Sim, Senhora Smith, mas o que vale a pena ser dito é que…”

 

Esta postura clássica de manterrupting foi tão impactante que uma pessoa na plateia perguntou porque eles não deixavam Megan falar. O público, que estava incomodado, aplaudiu de pé. Outro episódio famoso é o de Kanye West, que interrompeu Taylor Swift durante seu discurso de agradecimento pelo prêmio de melhor videoclipe feminino do MTV Music Awards, em 2009. Ele invadiu a cena para defender Beyoncé, que concorria com ela na categoria. A interrupção começou com o “Hey Taylor, I’m really happy for you and Imma let ou finish” e acabou quebrando a internet, com uma enxurrada de memes. Mas, disfarçado de piada, ali está o machismo. Não apenas por não dar espaço para que Taylor falasse, mas também por ele se expressar em nome de outra mulher, no caso, a poderosa Beyoncé. Desnecessário e agressivo. Com licença, Kanye, mas nós não vamos mais deixar você terminar…

 

2.    Bropriating

 

O termo é uma junção de bro (de brother, irmão, mano) e appropriating (apropriação) e se refere a quando um homem se apropria da ideia de uma mulher e leva o crédito por ela em reuniões. Quando colocamos uma ideia, muitas vezes não somos ouvidas. E então, um homem assume a palavra, repete exatamente o que você disse e é aplaudido por isso. Quem já não se viu nesta situação?

 

Em seu livro “Faça Acontecer”, Sheryl Sandberg, Diretora de Operações do Facebook, convida as mulheres a sentarem à mesa. A serem conscientes de seus lugares e de sua importância na sala de reuniões. Ela explica que somos criadas como delicadas, suaves e gentis, jamais como enfáticas ou assertivas. E quando nos impomos somos vistas como masculinizadas. Não há dúvidas de que isso atrapalha nossa vida profissional.

E este comportamento não é privilégio de algumas áreas. Em todos os mercados funciona assim. Em qualquer sala de reunião. O bropriating ajuda a explicar porque existem tão poucas mulheres nas lideranças das empresas. Além das supostas desvantagens mercadológicas e o preconceito de gênero, ainda servimos de plataforma para o crescimento de colegas homens, pelo simples fato de sermos menos ouvidas e levadas a sério. Garotas do mundo todo, sejamos as donas das nossas ideias!

 

  

3.      Mansplaining 

 

O termo é uma junção de man (homem) e explaining (explicar). É quando um homem dedica seu tempo para explicar a uma mulher como o mundo é redondo, o céu é azul, e 2+2=4. E fala didaticamente como se ela não fosse capaz de compreender, afinal é mulher. Mas o mansplaining também pode servir para um cara explicar como você está errada a respeito de algo sobre o qual você de fato está certa, ou apresentar ‘fatos’ variados e incorretos sobre algo que você conhece muito melhor que ele, só para demonstrar conhecimento. Acontece muito em conversa sobre feminismo!

 

Um caso bem ilustrativo foi de um comentarista da CNN, ao falar sobre o caso Hollaback!, em Nova York, e mansplaining assédio sexual em locais públicos para a âncora e para a outra entrevistada:

 

 Algumas pérolas selecionadas (com comentários):

 

·         “Não há nada que uma mulher goste mais do que ouvir o quanto ela é bonita.” (puxa, obrigada por essa informação #sqn)

·         “Se ela não gosta de cantadas, ela que não saia na rua.” (ótima ideia! Não, péra.)

·         “E por que as mulheres simplesmente não respondem pros caras, já que elas não gostam? (Oi, tem mulher que morre por causa disso, amigo. #exausta)

A verdadeira intenção do mansplaining é desmerecer o conhecimento de uma mulher. É tirar dela a confiança, autoridade e o respeito sobre o que ela está falando. É tratá-la como inferior e menos capaz intelectualmente. Talvez você não tenha percebido isso de forma tão explícita no seu cotidiano, mas com certeza agora irá prestar atenção na maneira como seu chefe ou seu marido falam com você, com os elogios desnecessários ou idiotas que você recebe, nas mensagens bobas de parabéns pelo dia das mulheres. Tá tudo lotado de mansplaining.

 

4.      Gaslighting

  

Gaslighting é a violência emocional por meio de manipulação psicológica, que leva a mulher e todos ao seu redor acharem que ela enlouqueceu ou que é incapaz. É uma forma de fazer a mulher duvidar de seu senso de realidade, de suas próprias memórias, percepção, raciocínio e sanidade. Este comportamento afeta homens e mulheres, porém somos vítimas culturalmente mais fáceis. No dia a dia, aposto que vocês já ouviram alguma vez – ou várias:

 

·         “Você está exagerando”

·         “Nossa, você é sensível demais”

·         “Para de surtar”

·         “Você está delirando”

·         “Cadê seu senso de humor?”

·         “Não aceita nem uma brincadeira?”

·         E o mais clássico: “você está louca”.

 

O termo gaslighting surgiu por causa de um filme de mesmo nome, de 1944, em que um homem descobre que pode tomar a fortuna de sua mulher se ela for internada como doente mental. Por isso, ele começa a desenvolver uma série de artimanhas – como piscar a luz de casa, por exemplo – para que ela acredite que enlouqueceu.

 

Um caso recente, ocorrido dentro da marinha americana, foi noticiado pela imprensa: cinco mulheres afirmaram ter sido vítimas de estupro dentro da corporação. Poucos meses depois, todas foram afastadas por problemas emocionais. Outras mulheres relatam casos dentro da instituição. Após denunciar as agressões, ouviram de volta:

 

·         “Não venha me aborrecer só porque fez sexo e se arrependeu.”

·         “Isso nunca aconteceu. Agora pode ir embora.”

Isso é gaslighting. Uma forma de manipulação que desencadeia um total esvaziamento da autonomia da vítima. Uma ferramenta presente em muitos relacionamentos, que levam as mulheres a abrir mão de suas escolhas, de suas opiniões e até de cuidar da sua própria vida. É desempoderamento, opressão e controle. Algo que não deve ser admitido em nenhuma situação.

 

Manterruptingbropriatingmansplaining e gaslighting. Saber que estes problemas existem já é parte importante da solução. Estar atenta aos pequenos gestos cotidianos e transformá-los pouco a pouco farão a sua vida, e de muitas mulheres, melhor.

 

Pequeno dicionário:

 

#manterrupting: quando uma mulher não consegue concluir sua frase porque é constantemente interrompida pelos homens ao redor.

 

#bropriating: quando, em uma reunião, um homem se apropria da ideia de uma mulher e leva o crédito por ela.

 

#mansplaining: é quando um homem dedica seu tempo para explicar algo óbvio a você, como se não fosse capaz de compreender, afinal você é uma mulher.

 

#gaslighting: violência emocional por meio de manipulação psicológica, que leva a mulher e todos ao seu redor acharem que ela enlouqueceu ou que é incapaz. 


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Maíra Liguori é jornalista, publicitária e co-fundadora do Think Eva

 

Sobre Think Olga: A OLGA é um projeto feminista criado em abril de 2013 cuja missão é empoderar mulheres por meio da informação.

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