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Vídeo

O coronavírus explicado e o que você deve fazer

O vídeo "O coronavírus explicado e o que você deve fazer" foi produzido pelo canal do YouTube Kurzgesagt - In a Nutshell, criado por um estúdio alemão de animação, com foco em produzir conteúdo educacional. Ele traz uma explicação didática sobre como o vírus se espalha, salientando a importância do isolamento social.

 

Destaques


 

Começa esta semana, no RS, estudo

epidemiológico pioneiro sobre coronavírus

 

Coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), começa nesta segunda-feira (06) o primeiro estudo epidemiológico descritivo sobre evolução do coronavírus no mundo, com amostras populacionais sequenciais em oito regiões: Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul/Lajeado e na Grande Porto Alegre.

A iniciativa é do Governo do Estado que, ao início da pandemia, formou um comitê científico de aconselhamento, com 42 especialistas das universidades para integrá-lo. Nesse comitê, a UFPel propôs a realização de um inquérito sorológico, em estudo de base populacional e validação de testes diagnósticos  que permitisse analisar a evolução de prevalência de infecção de Covid-19 nos residentes do Rio Grande do Sul.

A partir dos dados colhidos pela pesquisa, será possível saber qual o percentual da população infectado, quantos dos que foram contaminados são assintomáticos, quais as características socioeconômicas, etárias, de gênero e de saúde dos infectados, entre outros dados.  O estudo será realizado em quatro etapas, com duração de 45 dias. A cada etapa serão entrevistadas e testadas 4,5 mil pessoas, o que conforma amostra aleatória de 18 mil residentes.

Os dados serão rapidamente disponibilizados ao público, ao final de cada fase, porque o sistema de coleta de informações, realizado pelo Instituto de Opinião Pública (IPO), permite alimentação em tempo real da base de dados. A sorologia será realizada com teste rápido com coleta de uma gota de sangue. Esse tipo de teste identifica a presença de anticorpos e seus resultados saem entre 10 a 30 minutos. Há uma “janela” de falsos negativos para pessoas infectadas há alguns dias que não são detectadas por esse tipo de teste. Os procedimentos de tratamento estatístico dos dados, entretanto, deverão corrigir essa lacuna. Pessoas que testarem positivo serão imediatamente referenciadas na rede pública de Saúde municipal para as providências de isolamento e acompanhamento. A realização da pesquisa em diferentes fases constitui a metodologia que permitirá identificar a evolução real da curva de contágio, informação decisiva para as ações de saúde, desde a prevenção até a projeção exata da necessidade de UTIs e de respiradores, por exemplo.

Os kits de testes rápidos foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e a pesquisa será financiada pelo Instituto Serrapilheira, pela Unimed e pelo Instituto Floresta. O trabalho será coordenado pelo reitor da UFPel, professor Pedro Hallal e por epidemiologistas da Universidade, contando com a colaboração de pesquisadores de Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

O Ministério da Saúde deverá repassar cerca de 10 milhões de reais para que a UFPel coordene pesquisa da mesma natureza a ser realizada em todo o território nacional nas próximas semanas. A pesquisa nacional será feita em três fases nas 133 maiores cidades brasileiras que constituem polos regionais com uma amostra total de, aproximadamente, 100 mil pessoas entrevistadas e testadas. O instituto encarregado da coleta dos dados será escolhido nos próximos dias através de procedimento licitatório simplificado.

 

Marcos Rolim - Assessoria de Comunicação Social TCE-RS


 

Vencedores do "Desafio dos Respiradores" serão conhecidos em 15 de abril

 

No dia 15 de abril, serão conhecidos os três projetos vencedores do concurso aberto pelo Hospital Geral de Montreal (Montreal General Hospital Foundation) e pelo Centro de Pesquisa em Saúde Pública da Universidade McGill (Research Institute of the McGill University Health Center), do Canadá, chamado de “Desafio Code Life dos Respiradores” (Code Life Ventilator Challenge).

A iniciativa, uma chamada aberta para projetos de respiradores para impressoras 3D, indicará os três melhores projetos levando em consideração seu baixo custo, alta qualidade, facilidade de produção, facilidade de manutenção/conserto, segurança e universalidade do design. Os projetos selecionados receberão um prêmio de 200 mil dólares canadenses.

O prazo para a apresentação dos projetos se encerrou em 31 de março, com 2.639 inscritos de 94 países. Tão logo sejam divulgados os vencedores, os projetos, prontos para o uso, serão disponibilizados online gratuitamente.

Para os gestores públicos no Brasil, o desafio agora é saber qual o potencial que o País possui de emprego de máquinas de impressão em 3D para aproveitamento dos projetos.
Mais informações no site.


 

1. Ações Solidárias


Entidades de servidores contribuem para a

 compra de equipamentos de combate ao

 novo coronavírus

 

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus está mobilizando instituições públicas, empresas privadas e sindicatos para a arrecadação de recursos e produção de equipamentos e insumos para o enfrentamento à disseminação da doença. A Associação dos Servidores (ASTC) e o Sindicato de Auditores Públicos Externos (CEAPE-Sindicato) do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) se somaram às iniciativas lideradas pela União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UGDPSP) – em parceria com a faculdade de Engenharia da Universidade Federal do RS (UFRGS) e indústrias de equipamentos como a Taurus e outras empresas privadas – para fornecer Equipamentos de Produção Individual (EPI’s) para profissionais da saúde e para aumentar a capacidade de testagem para a Covid-19 no Estado.

O vice-presidente do CEAPE-Sindicato, Filipe Costa Leiria, que também atua como Secretário Geral da UGDPSP, conta que a entidade já destinou 44 mil reais para a aquisição de equipamentos essenciais para o controle e monitoramento da pandemia em solo gaúcho.

Uma das iniciativas foi a destinação de cerca de 18 mil reais, por parte da União Gaúcha, para a produção de 17 mil máscaras de escudo facial que serão distribuídas aos profissionais das unidades de saúde de todo o Estado. Para compor tais equipamentos, são necessários três componentes: testeiras, viseiras e presilhas. Cada item é produzido por empresas diferentes, o que exige coordenação para a compra de matéria-prima e produção. Estão engajadas nessa frente produtiva a faculdade de Engenharia da UFRGS, a Taurus e outras empresas, além do Exército Brasileiro (na montagem dos kits) e da Defesa Civil (distribuição). “É um trabalho que demanda grande esforço para arrecadação de recursos e sincronicidade para a logística de montagem e distribuição, uma vez que são várias entidades envolvidas. Estamos unidos e aprendendo juntos”, contextualiza Leiria. De acordo com os levantamentos apresentados por órgãos do Governo do Estado e entidades colaborativas, serão necessárias cerca de 300 mil máscaras de escudo facial para uso em hospitais e clínicas particulares de todo o Estado (127 mil somente para Porto Alegre).

Outra ação que promete ser um grande reforço para o monitoramento e controle da pandemia é a aquisição de uma cabine de segurança biológica (equipamento conhecido como “capela”), que aumentará a capacidade de processamento de resultados de testes para o coronavírus. “Destinamos 23 mil reais para a aquisição de uma nova capela, que se somará ao equipamento idêntico que já é operado pela Faculdade de Ciências Médicas da UFRGS. A nova cabine deverá ser entregue em até 30 dias e dobrará a capacidade atual de processamento de resultados, passando dos atuais 80 para 160 testes/dia” explica Leiria.

Os esforços não param por aí. Outra iniciativa que está tendo o apoio da União Gaúcha é a aquisição de um equipamento que vai mudar o cenário de processamento de testes para o novo coronavírus no Estado. Trata-se de um extrator automático, orçado em 285 mil reais, que agilizará o manuseio das amostras para testagem da presença do vírus e aumentará a capacidade de processamento de testes para 900 análises por dia. O equipamento será manuseado pelo Laboratório Central do Estado e ampliará o mapeamento dos casos em todo o Rio Grande do Sul, indicando as maiores incidências da doença ao correlacionar variáveis como idade, cidade e gênero e possibilitando averiguar com mais precisão os índices de contaminação e letalidade da Covid-19, além de ajudar a nortear as ações governamentais para o enfrentamento da pandemia.

Leiria faz um chamamento a todos os servidores estaduais, especialmente aos colegas do TCE-RS: “Neste momento de união de esforços, é importante que nossa instituição demonstre sua capacidade de resposta e de mobilização, particularmente considerando o atual contexto de difamação e de desvalorização dos servidores públicos encampado por parte de alguns setores sociais. Quem puder colaborar, por favor, faça a sua doação e tenha a certeza de que todos os recursos arrecadados são essenciais para superarmos essa crise”, finaliza.

As doações, de qualquer valor, podem ser feitas junto ao BANRISUL (banco 041), agência 0621, conta corrente 06.196449.0-9, CNPJ:  07.434.189/0001-70 – UNIÃO GAÚCHA EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E PÚBLICA. Mais informações: uniaogaucha@ajuris.org.br.

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social



 

 Entidades de servidores públicos

 estaduais fazem campanha de arrecadação

 de recursos para combate ao coronavírus

 

A Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (ASTC) e o Sindicato de Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (CEAPE/TCE-RS) estão juntos na campanha liderada pela União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública para a arrecadação de recursos que viabilizem a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI’s) para os profissionais da saúde que estão atuando no combate ao coronavírus. A mobilização envolve os integrantes das carreiras representadas pelas 26 entidades associativas e sindicais de servidores públicos do Estado que compõem a União Gaúcha e também a sociedade em geral. 

De acordo com o vice-presidente do CEAPE, Filipe Costa Leiria, nesse primeiro momento, a preocupação é com os profissionais que estão prestando serviços diretamente junto à população, como os colaboradores de postos de saúde e de hospitais. “Em especial, estamos priorizando a aquisição de EPI’s, para que esses profissionais consigam prestar um serviço se preservando e minimizando a possibilidade de contágio, pois quanto mais diminuirmos a os focos de contágio, mais rápido a população vai ter tratamento e mais rápido a vida vai voltar ao normal”, esclarece. Ele conta que estão sendo contatadas as entidades representativas dos servidores da saúde em âmbitos estadual e municipal, para levantar as demandas mais urgentes.  Além de EPI’s, Filipe Leiria diz que alimentos para pessoas que estão nos abrigos e material de higiene também são necessidades a serem supridas pela campanha. “A ideia é levantar, junto às entidades, o que está sendo urgente, o que o Poder Público está tendo dificuldade de prover imediatamente e tentar aportar o máximo de recursos para o enfrentamento da pandemia”, resume.

As doações, de qualquer valor, podem ser feitas junto ao BANRISUL (banco 041), agência 0621, conta corrente 06.196449.0-9, CNPJ: 07.434.189/0001-70 – UNIÃO GAÚCHA EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E PÚBLICA. Mais informações: uniaogaucha@ajuris.org.br.

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social


 

 SPA desenvolve ação solidária

 

Para desenvolver uma ação solidária, não é preciso muitos recursos, basta boa vontade e compromisso social. Um exemplo disso foi a iniciativa da coordenação do Serviço de Auditoria de Porto Alegre (SPA) do TCE-RS, em que 16 servidores do setor se cotizaram e adquiriram 58 Kg de gêneros alimentícios básicos a um custo total de R$ 200 reais.

O material será entregue à ONG “Cozinheiros do bem”, que prepara e distribui refeições para a população de rua, com foco nos moradores de viadutos de Porto Alegre. Segundo o coordenador do SPA, auditor Aírton Rehbein, a maior dificuldade foi ter de visitar vários supermercados para fazer as compras, vez que há limites de aquisição por compra individual. “Nossa contribuição foi singela, mas ela irá alimentar cerca de 150 pessoas que, hoje, não conseguem nem mendigar”, disse.

Para saber como ajudar os Cozinheiros do bem, clique aqui.

 

Marcos Rolim – Assessoria de Comunicação Social

 


 

 CataDores de Porto Alegre:

 todo mundo cuida de todo mundo  

 

Com o gene da solidariedade florescendo, brotam iniciativas que acolhem e enchem nosso coração de esperança. A campanha para os catadores de resíduos de Porto Alegre é uma dessas ações. Articulada pelo coletivo POA Inquieta, visa a buscar recursos para trabalhadores de cooperativas em tempos em que o novo coronavírus não dá trégua. 

Os catadores precisam muito do apoio da comunidade. Importante ressaltar que esses resíduos recicláveis são coletados e depois separados, manualmente, por trabalhadores das unidades de triagem da Coleta Seletiva de Porto Alegre. Os galpões de triagem, por exemplo, correm risco de serem fechados, pois o vírus pode infectar também os materiais.

Para Alex Cardoso, da Cooperativa Catadores da Cavalhada e do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, a situação é grave. “Estamos sob eminente perigo, porque trabalhamos nas nossas cooperativas com resíduos que vem da cidade inteira e não temos os meios de proteção adequados para trabalharmos em segurança. Faltam EPIs, luvas, máscaras, álcool em gel, produtos necessários para combater a proliferação desse vírus, que está assolando nossas vidas”, alertou.

Em Porto Alegre, são mais de 20 grupos localizados em várias regiões da cidade que somam em torno de 500 pessoas que trabalham diretamente com resíduos de toda capital.

Para contribuir, o procedimento é simples, basta fazer o depósito de qualquer quantia na conta bancária da Cooperativa de Catadores da Cavalhada no Banco do Brasil - Agência 2821-5 - CC nº 27980-3 - CNPJ 14.872.029/0001-78 e depois enviar o comprovante para Alex Cardoso (51) 9989226565 e Karen Campos (51) 991769431.

 

Gisele Figueiredo – Assessoria de Comunicação Social

 


 

 Doar sangue: um ato altruísta que salva vidas

 

Sim. Você sabia que um único doador de sangue pode salvar até quatro vidas? É nesse espírito de solidariedade em meio à crise do Coronavírus no RS e dos intensos esforços de contenção da proliferação da doença que o TCE-RS vem divulgando ações que fazem a diferença e promovem a união e a sobrevivência em tempos de isolamento.

Nessa rede de solidariedade, a Equipe de captação de doadores do Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (HEMORGS), adotou todas as precauções possíveis conforme orientação da OMS (Nota Técnica nº 13/2020-CGSH/DAET/SAES/MS) e demais órgãos competentes, para atender aos doadores com total segurança.

Para evitar aglomeração, o HEMORGS, que fica localizado em Porto Alegre, na Av. Bento Gonçalves, 3722 e funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 18h, está atendendo de maneira escalonada, realizando sala de espera na parte externa do hemocentro ao ar livre. Os doadores entram para fazer a coleta de três em três evitando assim contato físico, respeitando o distanciamento de 1 metro entre eles.

Para agendamento de pequenos grupos, o Hemocentro oferece ainda transporte sem custo. Para utilizar o serviço, basta entrar em contato pelo telefone 3336.6755 - Ramal 102 ou 98405.4260 (WhatsApp).

Na Capital, o Hemocentro é responsável pelo fornecimento de sangue para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, Hospital Independência, Hospital Santa Ana e Hospital da Restinga Extremo Sul. Também atende aos hospitais da Região Metropolitana de Porto Alegre e do litoral do estado.

A doação de sangue é fundamental para pacientes que necessitam de transfusão, como vítimas de acidentes, ou de cirurgias e outras situações clínicas. Se cada cidadão saudável doasse sangue pelo menos duas vezes por ano, não seriam necessárias campanhas para reposição de estoques. O sangue não tem substituto e uma simples doação pode salvar muitas vidas.

O que é preciso para doar?
• Estar em boas condições de saúde;
• Documento oficial de identidade com foto;
• Ter idade entre 16 e 69 anos, sendo que os candidatos a doadores com menos de 18 anos deverão estar acompanhados pelos pais ou por responsável legal;
• Pesar no mínimo 50kg com desconto de vestimentas;
• O limite de idade para a primeira doação é de 60 anos;
• Não estar em jejum e evitar alimentação gordurosa;
•  Ter dormido pelo menos 6h antes da doação;
• Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12h anteriores à doação;
• Não fumar pelo menos 2h antes da doação.

Quais são os impedimentos temporários para doação de sangue?
• Gripe ou febre;
• Gestantes ou mães que amamentam bebes com menos de 12 meses;
• Até 90 dias após aborto ou parto normal e até 180 dias após cesariana;
• Tatuagem ou acupuntura nos últimos 12 meses;
• Exposição à situação de risco para a AIDS (múltiplos parceiros sexuais, ter parceiros usuários de drogas);
• Herpes labial.
Quais são os impedimentos definitivos?
• Doença de Chagas;
• Hepatite após os 11 anos de idade;
• Ser portador dos vírus HIV (AIDS), HCV (Hepatite C), HBC (Hepatite B), HTLV;
• Uso de drogas injetáveis.
• Diabetes tipo I, Diabetes tipo II, insulino-dependente
Outros critérios que impedem a doação serão verificados por ocasião da entrevista de triagem.

Intervalos que devem ser respeitados entre as doações:
• Mulheres: período de 90 dias/máximo de 3 doações nos últimos 12 meses;
• Homens: período de 60 dias/máximo de 4 doações nos últimos 12 meses.

 

Gisele Figueiredo – Assessoria de Comunicação Social



 

 Ação de solidariedade às recicladoras

 do bairro Rubem Berta  

 

As mulheres recicladoras que trabalham no Galpão de Reciclagem da Cooperativa de Trabalho Ecológico de Reciclagem Professor Nilton Bueno Fischer, no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, precisam de ajuda para manter seu trabalho.

Nesse momento, a Cooperativa não está recebendo qualquer recurso da Prefeitura Municipal e não tem como fazer frente às despesas elementares de manutenção ou para a compra de material de higiene, de luvas e máscaras.

As associadas não têm condições de interromper seu trabalho, vez que a produção do dia garante o sustento do dia seguinte. Quando as escolas fecharam, as crianças tiveram que ir para o galpão com suas mães e, no momento, não há compradores para a produção diária, o que ameaça 35 famílias que vivem da reciclagem e que já não possuem gêneros alimentícios.

As contribuições podem ser feitas na conta da Coordenadora Geral da Cooperativa:
Líria T Conceição Camargo, CPF 019.924.800-10
Banco do Brasil  - Agência : 3334-0  - Conta corrente 29108-0

Qualquer doação será muito importante!

Doações de produtos podem ser encaminhados para:
Liria Camargo - Coordenadora Geral
Associação de Recicladores Ecológicos Rubem Berta
CNPJ.: 01755425/0001-73
I.E..: 096/2746738
Rua.: Estrada Antônio Severino, 1317
Bairro: Rubem Berta
CEP.: 91250-330
Fone: (51) 98264-2315

 

Marcos Rolim - Assessoria de Comunicação Social

 

2. O mundo contra o vírus



China


As famílias chinesas deveriam estar agora varrendo sepulturas. Mas milhares ainda não enterraram seus mortos.

Por Anna Fifield e Lyric Li

 

● Muitas famílias chinesas não poderão participar do tradicional “Dia da Varrição de Sepulturas” (tomb-sweeping day), que ocorre neste sábado (04). Trata-se de um momento em que os chineses visitam sepulturas de seus familiares e ancestrais e prestam homenagem aos mortos -- algo parecido com nosso dia de Finados.

● Os rituais relativos à data tradicional foram banidos ou severamente restringidos pelas autoridades chinesas. Cerimônias funerárias também estão acontecendo online. Além da necessidade de evitar aglomerações, especialistas afirmam que a decisão reflete a vontade política do governo chinês, que quer negar às famílias enlutadas a possibilidade de se reunirem e reclamarem da forma como o governo lidou com o surto. Há medo que as mortes possam causar agitação social contra a governo, que vem enfrentando duras críticas internacionalmente.

● Apesar das mortes causadas pela covid-19, muitas famílias ainda não conseguiram liberação para enterrar seus mortos ou simplesmente não tiveram mais notícias desde que os corpos dos falecidos foram levados pelas funerárias.

● Em Wuhan, no entanto, nas últimas duas semanas muitas famílias foram intimidas para coletarem as cinzas de seus entes queridos antes do Dia da Varrição de Sepulturas. Isso gerou filas enormes em frente às funerárias, levando pessoas a esperarem mais de 6 horas na fila para coletar urnas e cinzas.

● Dados sobre a quantidade de urnas entregues pelas funerárias de Wuhan geraram questionamentos sobre o real número de fatalidades causadas pela covid-19 na cidade. Enquanto os números oficiais dão conta de 2.548 por covid na cidade, um cálculo que considera que as funerárias estão entregando em média 3.500 urnas por dia desde 23 de março estima 42.000 mortes em Wuhan durante o período do surto da doença. Ainda que nem todos os mortos nesse período tenham morrido em decorrência da covid, esta estimativa é cerca de 16x mais alta do que a estimativa oficial. Outras estimativas consideram até 46.800 mortos.

● Os dados oficiais já estavam sendo questionados pelos moradores, que viam todas as funerárias da cidade trabalhando quase 24hs por dia e percebiam que os números não batiam.

● Ainda, há alguns relatos de pessoas que morreram após apresentarem todos os sintomas clássicos de covid-19, mas que não foram testadas e tiveram suas mortes registradas como resultantes de infecção pulmonar.

 

Fonte: The Washington Post, 03 de abril de 2020. Matéria completa disponível em https://www.washingtonpost.com/world/asia_pacific/chinese-families-should-be-sweeping-graves-now-but-thousands-still-havent-buried-their-dead/2020/04/03/5a6daa50-7234-11ea-ad9b-254ec99993bc_story.html  (Chinese families should be sweeping graves now. But thousands still haven’t buried their dead.)


 

Reino Unido


 

 Coronavírus: Hospital Nightingale é inaugurado no centro de Londres

 

O Hospital NHS Nightingale temporário é capaz de acomodar até 4 mil pacientes e é o primeiro de vários estabelecimentos do tipo planejados em todo o Reino Unido. O número de pessoas que morreram com coronavírus no Reino Unido aumentou 684 em 24 horas.  Segundo os dados do Departamento de Saúde de 2 de abril, o número total de mortes é de 3.605. Existem 38.168 casos confirmados.

Na Escócia, o número de mortes aumentou 46, enquanto no País de Gales mais 24 pessoas morreram. Na NI, o número de pessoas que morreram com coronavírus aumentou 12.

No domingo, rainha fará pronunciamento à nação em um discurso pela TV. Enquanto isso, o primeiro-ministro Boris Johnson, que anunciou que havia contraído o vírus na sexta-feira passada, diz que continuará se auto-isolando depois de continuar exibindo sintomas leves do vírus, incluindo alta temperatura.

O espaço de exposições ExCel - geralmente usado para grandes eventos como Crufts e Comic Con - foi transformado em hospital em apenas nove dias. É o primeiro de vários hospitais Nightingale planejados na Inglaterra, com o anúncio mais recente de que dois serão construídos na Universidade do Oeste da Inglaterra, em Bristol, e no Harrogate Convention Center.  Outros deverão abrir no National Exhibition Centre de Birmingham e no Complexo Central de Manchester.

Na Escócia, um hospital temporário está sendo construído no Scottish Events Campus (SEC) de Glasgow. Poderia ter capacidade para até 1.000 camas e será nomeado NHS Louisa Jordan em homenagem a uma enfermeira que serviu na Sérvia durante a Primeira Guerra Mundial. E o quarteirão da torre do Hospital da Cidade de Belfast se tornará o primeiro hospital Nightingale da Irlanda do Norte, com 230 camas.

O príncipe Charles abriu oficialmente o novo hospital com uma mensagem em homenagem aos funcionários do NHS por meio de um link de vídeo de sua casa na propriedade real de Balmoral, na Escócia.

Falando após sete dias de auto-isolamento após ser diagnosticado com o vírus, ele o chamou de "um feito espetacular e quase inacreditável de trabalho". Ele mostra "como o impossível pode ser possível e como podemos alcançar o impensável através da vontade e ingenuidade humanas", acrescentou, dizendo: "Neste período sombrio, este lugar será uma luz brilhante".

O hospital Nightingale, em Londres, tem inicialmente 500 camas, com espaço para outras 3.500. Ele cuidará de pacientes com o vírus em terapia intensiva que foram transferidos de outros hospitais de Londres.

Funcionários de todo o NHS trabalharão lá, incluindo estudantes de enfermagem, estudantes de medicina que começaram a trabalhar cedo e ex-médicos, enfermeiros e outros funcionários que saíram da aposentadoria. Também estavam presentes na cerimônia o secretário de Saúde Matt Hancock - que também saiu recentemente da quarentena após o vírus - a chefe de enfermagem da Inglaterra, Ruth May, e a chefe do NHS Nightingale, o professor Charles Knight. May disse que era "absolutamente apropriado" que o hospital tivesse o nome de Florence Nightingale, que era "a líder de enfermagem icônica de seu tempo" e "pioneira no controle de infecções".

Hancock disse que a construção do hospital era "uma prova do trabalho e do brilho de muitas pessoas envolvidas", e mostrava o "melhor do NHS".  "Nestes tempos difíceis, com esse assassino invisível perseguindo o mundo inteiro, o fato de que neste país temos o NHS é ainda mais valioso do que antes", disse ele.

"Como um terminal de Heathrow cheio de camas"

Angus Crawford, correspondente da BBC News

Havia muitos coletes de alta visibilidade, mas uma quantidade igual de combates e ocasionalmente terno e gravata. Alguns carregavam computadores, outros furadeiras elétricas. Empurravam carrinhos de cobertores, paletes de madeira e equipamentos de varredura de alta tecnologia. A variedade de funcionários que trabalham no Nightingale é extraordinária. Os militares estão em pequenos grupos discutindo logística, enquanto os carpinteiros que falam português constroem a nova farmácia temporária, os médicos veterinários projetam e padronizam cada cubículo com espaço para ventilador e terminal de computador, tomadas para oxigênio e botão de chamada de alarme.

Eu vi um hospital novinho em folha - que pode se tornar o maior do país - surgir do que são basicamente dois cabides de aeronaves. Imagine o Terminal 5 no aeroporto de Heathrow cheio de camas e você está quase lá.

Um homem envolvido na tarefa vital de instalar tanques de oxigênio líquido, com anéis escuros ao redor dos olhos, me disse com orgulho que eles haviam feito um projeto de 12 semanas em quatro dias. É uma conquista incrível.

Foi comemorado hoje pelo príncipe Charles com uma visita real "confinada" e um corte virtual da fita. Antes, em meio à controvérsia sobre o lançamento de testes para coronavírus no Reino Unido, Hancock disse que o governo "tem uma quantidade enorme de trabalho a fazer" para atingir sua meta de 100.000 testes por dia até o final de abril. Após confusão sobre se o objetivo era apenas para a Inglaterra ou para todo o Reino Unido, o Sr. Hancock confirmou que era para todo o Reino Unido.

Os 100 mil podem incluir testes de swab, que verificam se alguém tem o vírus, e exames de sangue de anticorpos, para verificar se alguém teve o vírus recentemente - mas que ainda não foram amplamente utilizados.

Hancock disse que não estava confiando em novos exames de sangue para anticorpos para atingir a meta - e era possível que todos fossem testes de zaragatoa. O trabalho pediu mais detalhes sobre o plano.

Na quinta-feira, havia capacidade para 12.799 testes diários na Inglaterra - embora apenas 11.764 pessoas tenham sido testadas. A meta do governo em meados de abril era testar 25 mil por dia.

 


 

EUA

O que se passa nos Estados Unidos

 

Enquanto na Europa os países mais afetados pelo novo coronavírus estão começando a identificar algumas melhoras, do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, há muito medo pelo que está por vir. O presidente Donald Trump advertiu que o número de mortos continuará aumentando - e muito. “Esta, provavelmente, será a semana mais difícil”, disse em entrevista coletiva no domingo (5), prevendo a entrada do País em um “período horroroso”. Os EUA já confirmaram mais de 356 mil casos da doença e ultrapassaram a marca dos 10 mil mortos. O diretor do Serviço de Saúde Pública americano, Jerome Adams, preparou a opinião pública para o pior: “A próxima semana será um momento como Pearl Harbor, como o 11 de setembro, só que não será localizado, será em todo o país; o momento mais difícil para muitos americanos em toda a sua vida”.

A comparação com o ataque contra a base naval de Pearl Harbor, na 2ª Guerra, e com o atentado terrorista contra o World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, foi um alerta contundente de Adams a alguns estados que não adotaram medidas restritivas.

Diante dos fatos, parece que a ficha finalmente caiu para Trump. Ainda no domingo, disse: "Nós estamos aprendendo muito sobre o inimigo invisível. Ele é duro e esperto, mas nós somos mais duros e mais espertos!".

Diante do caos, mudança de rota

Pelo menos até o final de fevereiro, Trump ainda chamava o novo coronavírus de “gripe”, e insistia que a situação no país estava melhorando. De lá para cá, os EUA superaram a China em número de casos e, hoje, são o epicentro da pandemia. “Eu tenho visto na TV, na última semana, sacos com corpos pelos corredores [dos hospitais]. Vejo eles [os médicos] trazerem [os corpos] em caminhões, em caminhões frigoríficos, porque eles não conseguem dar conta dos corpos. Há tantos deles. Essa é essencialmente minha comunidade, o Queens, em Nova York. Eu tenho visto coisas que eu nunca vi antes”, afirmou o presidente em pronunciamento. Sensibilizado pela tragédia anunciada, Trump decidiu manter a quarentena nos EUA até, pelo menos o 1º de junho. O presidente demonstra que, enfim, entendeu que sua inércia ou negação seriam traduzidas em um crescimento exponencial de casos e óbitos de sua própria população.

As máscaras caem – e “somem” do mercado

Se, por um lado, o presidente norte-americano mudou de postura, a tomada de consciência descambou para uma disputa de “vale tudo” no cenário internacional. O governante que desacreditava da força da pandemia, agora impede que outros países comprem máscaras e respiradores - incluindo o Brasil, com uma postura ultra-agressiva no mercado. Trump avalizou as diretrizes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) que passou a recomendar a todos os americanos o uso de panos e lenços para cobrir o rosto em público.

A corrida pelas máscaras e respiradores no mercado internacional ganhou, assim, um grande – e desleal – concorrente. Os EUA estão sendo acusados de 'pirataria' e 'desvio' de equipamentos que iriam para Alemanha, França e Brasil. Segundo a Alemanha, os EUA teriam redirecionando para si um conjunto de 200 mil máscaras que tinha como destino a Alemanha. Autoridades em Berlim afirmam que o embarque das máscaras, produzidas nos EUA, teria sido "confiscado" em Bangcoc, na Tailândia. O ministro do interior da Alemanha, Andreas Geisel, disse que o desvio de máscaras foi um "ato de pirataria moderna", em um gesto de pressão para que o governo Trump cumpra regras comerciais internacionais. "Não é assim que se lida com parceiros transatlânticos. Mesmo em momentos de crise global, não é correto usar métodos do 'velho oeste'", acusou.

Outras autoridades mundiais também criticaram práticas de compras e desvios que teriam sido adotadas pelos EUA. Na última sexta-feira, uma carga de 600 respiradores artificiais encomendada de um fornecedor chinês por estados do nordeste brasileiro não pode embarcar do aeroporto de Miami, onde fazia escala, para o Brasil. Em nota enviada à imprensa brasileira, a Casa Civil da Bahia informou que "a operação de compra dos respiradores foi cancelada unilateralmente pelo vendedor". O valor final da compra, de R$ 42 milhões, ainda não havia sido pago pelo governo baiano. A suspeita é de que os EUA tenham oferecido um valor mais alto pelos produtos - uma prática também apontada, por exemplo, pelo governo francês.

Na França, líderes regionais dizem ter muita dificuldade para garantir equipamentos médicos, já que compradores dos EUA estariam "furando a fila" ao oferecer valores de compra mais altos que os já assinados. A presidente da região da Île-de-France, Valérie Pécresse, comparou a disputa por máscaras com uma "caça ao tesouro".

A 3M, a empresa americana que é a maior produtora de máscaras do mundo, foi proibida de exportar seus produtos para outros países após Trump recorrer a uma lei da época da Guerra da Coreia, nos anos 1950. "Precisamos destes itens imediatamente para uso doméstico. Precisamos tê-los", disse Trump à imprensa, na última sexta (03). No domingo (05), Trump anunciou que 8 milhões de máscaras e 300 milhões de luvas começaram a ser distribuídas em todo o país.


'Consequências humanitárias significativas'

Diante da ordem de Trump para que a 3M suspendesse suas exportações de máscaras do tipo N95 para o Canadá e a América Latina, a empresa manifestou que a solicitação tem "consequências humanitárias significativas", alegando que a atitude americana pode levar outros países a agir da mesma forma.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse a jornalistas, na sexta-feira, que "seria um erro criar bloqueios ou reduzir o comércio".

Trump está na berlinda

Sob o melhor cenário, Trump verá mais americanos morrerem de coronavírus nas próximas semanas do que os presidentes Harry Truman, Dwight Wisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon viram morrer nas guerras da Coreia e do Vietnã juntas. A estimativa mais otimista diz que morrerão quase tantos americanos quanto na 1ª Guerra, sob o presidente Woodrow Wilson, e 14 vezes mais americanos que nos conflitos de Iraque e Afeganistão somados, sob George W. Bush e Barack Obama.

Analistas, imprensa e críticos ao governo norte-americano alegam que o  discurso duro de Trump seria uma forma de esconder e minimizar sua inércia durante quase dois meses, lembrando que o presidente americano teria recebido alertas sobre a gravidade da pandemia há cerca de 70 dias, o que não foi suficiente para preparar o país para enfrentar a doença.

Se realmente trata-se de uma guerra, os EUA estão indo para ela sem armas em número suficiente, dizem os críticos. Faltam aparelhos de respiração assistida, máscaras, luvas e equipes médicas para dar conta da demanda. Recorrer ao discurso de guerra, agora, seria a forma de dar um senso de urgência ao país, mas também uma maneira de minimizar os erros cometidos lá atrás, que revelaram um presidente sem estatura para o maior desafio. O egoísmo geopolítico e sanitário assumido por Trump no decorrer da crise, dizem os críticos, fará com que ele entre para história como o presidente que fez mal para os EUA e para o planeta.

Eleições norte-americanas

Com a pandemia tomando conta do noticiário, as eleições americanas saíram do radar, principalmente porque diversos estados adiaram suas primárias, o que irá afetar a escolha do candidato democrata nesta disputa. Mas estes reflexos devem ir além, se tornando fator decisivo também na eleição geral e pesando nas chances do presidente Donald Trump.

Em um primeiro momento, praticamente todas as campanhas pararam, com o ex-vice-presidente Joe Biden sumindo dos holofotes.  Atualmente, Biden conta com 1.217 delegados, contra 914 do senador Bernie Sanders. Para ser escolhido pelo Partido Democrata, um pré-candidato precisa de 1.991 delegados.

Do outro lado, criou-se uma expectativa de que Sanders poderia abandonar a disputa, já que sua vitória está cada vez mais distante. Mesmo assim, ele segue na corrida, afirmando que irá participar do próximo debate que, por enquanto, está marcado para abril. Apesar disso, o risco de algumas primárias serem canceladas, deixando a decisão final para a Convenção Democrata, entre 13 e 16 de julho, ainda é grande.

Mas além de todo o impacto no tempo da disputa, no quanto cada candidato irá aparecer na mídia, o surto do coronavírus será decisivo para uma avaliação do governo Trump e como ele irá conseguir lidar com toda a crise até a eleição. “Esta é a pergunta que vai dominar a eleição: como você se saiu na grande crise?” disse o deputado republicano Tom Cole. A pandemia já tem sido usada pelo atual presidente para alavancar sua candidatura, mas os efeitos disso só serão sentidos com o resultado de suas políticas.

Letícia Vargas - Assessoria de Comunicação Social
Com informações de: Reuters, NYT,  BBC, InfoMoney, El pais, CBN e Estadão

 

 Crescimento de mortes e do desemprego  

 

Os Estados Unidos superaram a China no número de mortes pela Covid-19 nesta quarta-feira (01), chegando a 4.076 óbitos - número que dobrou em apenas três dias, de acordo com o balanço da Universidade Johns Hopkins. Mais de 40% das mortes aconteceram no estado de Nova York. Além disso, o país registra 189.510 casos de Covid-19. Na China, onde o surto de coronavírus começou no fim de 2019, foram contabilizadas 3.309 mortes até agora.

Depois de minimizar, em um primeiro momento, o impacto do coronavírus, o presidente Donald Trump advertiu aos americanos que as próximas duas semanas “serão muito dolorosas”.

Efeitos em cascata

Enquanto os EUA registram o aumento substancial do número de mortes e de contaminados pelo novo coronavírus, o setor privado norte-americano faz crescer, também, o número de desempregados. Só em março, foram demitidas 27 mil pessoas em consequência da pandemia, segundo a pesquisa mensal da empresa de serviços empresariais ADP, publicada hoje. “Mas isto não reflete todas as consequências da Covid-19 na situação geral do emprego”, alertou a ADP em um comunicado.

Um dado curioso que reflete os efeitos colaterais da retração do mercado norte-americano diz respeito ao número de casamentos cancelados/adiados em função da disseminação da Covid-19. Tradicionalmente, o mês de março marca o início da alta temporada de primavera Las Vegas, quando casais, amigos e famílias viajam de todo o mundo para participar de cerimônias matrimoniais famosas pela animação e grande número de convidados na chamada “Cidade do Pecado” (Sin City). Dos cerca de 2,2 milhões de casamentos realizados nos EUA todos os anos, Las Vegas registrou 74 mil em 2019, gerando quase US$ 2 bilhões em atividade econômica, de acordo com a Autoridade de Convenções e Visitantes de Las Vegas. A expectativa era de maior movimento neste ano, porque muitos casais queriam "2020" na data do casamento. Agora, ao que parece, essa temporada será cancelada ou, pelo menos, adiada.

Vegas não está sozinha. Com mais de 265 milhões de americanos vivendo agora sob algum tipo de quarentena (cerca de 80% do país), o setor de casamentos, que movimenta US$ 54,4 bilhões, sente o impacto. Para os profissionais que atuam no segmento (planejadores e coordenadores, proprietários e gerentes de locais, esteticistas e barbeiros, fotógrafos, floristas, DJs, bandas, oficiais, entre outros), a quarentena não poderia ter sido estabelecida em pior hora. O setor estima que 6,5% dos casais estão cancelando cerimônias de casamento, 28% tentam mudar a data para o final de 2020, 22,5% estão adiando para 2021 e 43% deles ainda não sabem o que fazer.

Enquanto isso, no Brasil...

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em uma rede social, que telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na manhã desta quarta-feira (01). Segundo o brasileiro, os dois trocaram informações a respeito da crise do coronavírus. “Nesta manhã tive contato telefônico com o Presidente dos EUA, Donald Trump, onde trocamos informações sobre o impacto do coronavírus, bem como experiências no uso da hidroxicloroquina. Na oportunidade reafirmamos a solidariedade mútua entre os dois países”, escreveu na legenda, que veio acompanhada de uma foto ao lado do o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do almirante Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos.

Nessa terça-feira (31), em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que considera suspender os voos do Brasil que chegam aos EUA para tentar conter o avanço da Covid-19. “Estamos observando muitos países e suas posições. O Brasil, por exemplo, você mencionou o presidente… o Brasil não tinha problemas até pouco tempo atrás. Agora estão com números subindo. E, sim, estamos pensando em um veto”, disse, sem maiores detalhes.

Fontes consultadas: Bloomberg L.P., Agence France-Presse e Correio Braziliense

 


América Latina

 

Argentina

País computa 55 vítimas fatais pelo coronavírus

 

Nas últimas horas, as mortes de dois homens foram confirmadas, elevando o número de óbitos por coronavírus na Argentina para 55. No relatório diário realizado pelo Ministério da Saúde, foi detalhado que o número total de casos confirmados é de 1.628, dos quais 56% são homens, 44% mulheres, com idade média 45 anos. A taxa de mortalidade do vírus no país é de 3,3%, com a idade média dos óbitos de 68 anos, e a maioria do sexo masculino, 72%. Também foi relatado que, atualmente, 96 pacientes no país estão em terapia intensiva para o coronavírus e que 338 já receberam alta. Até o momento, o número médio de testes realizados é de 259 por milhão de habitantes, e esse número pode aumentar com o avanço da descentralização das análises.

Fonte: Clarín – Buenos Aires  (Argentina)

 

União Industrial Argentina espera flexibilização da quarentena

 

O presidente da União Industrial Argentina, Miguel Acevedo, afirmou que a difícil situação que a economia está enfrentando, especialmente o setor industrial, põe em dúvida a continuidade do isolamento preventivo, social e obrigatório adotado pelo governo daquele país. De acordo com Acevedo, o setor industrial é o que mais precisa retornar à atividade. Ele espera que a partir desta semana sejam anunciadas  novas etapas da quarentena pelo poder Executivo. “Não acho que na segunda-feira abriremos a porta e saímos todos juntos. Será algo gradual. O que vai acontecer é uma grande liberação dos estágios dessa quarentena”, manifestou o dirigente industrial.

Fonte: Clarín – Buenos Aires (Argentina)

 

 Governo proíbe demissões e

 suspensões por 60 dias

 

O Governo Argentino proibiu por decreto as demissões e suspensões de trabalhadores por 60 dias, no âmbito de novas medidas para sustentar a atividade econômica em meio à quarentena obrigatória no país devido ao avanço do coronavírus.

Na fundamentação da norma, o governo afirma que, “é essencial garantir a preservação do emprego por um período razoável, a fim de preservar a paz social e que isso só será possível se a emergência for tratada com um Diálogo Social em todos os níveis e não com medidas unilaterais”.
Fonte: Clarín – Buenos Aires ( Argentina)


Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social


Bolívia

País registra o maior pico de infecções por coronavírus 

 

O Ministério da Saúde da Bolívia informou que, nas últimas horas desta quarta-feira (8), ocorreu um dos maiores picos de infecções do país, com 54 novos registros positivos de infecção por coronavírus e três mortes, totalizando 264 casos confirmados e 28 óbitos no país. Até o momento, existem apenas 37 suspeitos de infecção sob observação.

Fonte: El Diario – La Paz (Bolívia)

   

Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social


Chile

 Mortes por coronavírus aumentam para 57

 

Nesta quinta-feira (9), o governo chileno divulgou um novo saldo de casos de coronavírus no país: 426 novos casos, totalizando 5.972 infectados, e nove mortes pela doença nas últimas 24 horas - o número mais alto desde o início do surto. Ao todo, foram constatadas 57 mortes por Covid-19 no Chile desde o início da pandemia. O governo informou que o número de pacientes recuperados subiu para 1.274 (pessoas que completaram os 14 dias de quarentena e não podem mais espalhar a doença).

Fonte: La Hora – Santiago (Chile)

Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social

 


 

 

Colômbia

Quarentena obrigatória é prorrogada por duas semanas

 

“As medidas tomadas foram positivas. Tendo em conta o comportamento do vírus e as informações de saúde pública analisadas, tomamos a decisão de manter o isolamento preventivo obrigatório até o dia 26 de abril, às 23h59. Nosso desafio é continuar salvando vidas”. Com essas palavras, o presidente Iván Duque anunciou, nesta segunda-feira (06), a prorrogação da quarentena, que terminaria em 13 de abril. Conforme o presidente, a extensão desse isolamento preventivo obrigatório também visa a reforçar outras medidas adotadas para prevenir e mitigar a infecção pelo novo coronavírus, como a manutenção do confinamento para idosos e o fechamento das escolas até 30 de maio.

 A decisão, de acordo com o próprio Duque, baseia-se na análise dos números da evolução da pandemia no país, que segundo um gráfico mostrado pelo Ministro da Saúde durante o discurso presidencial, é significativamente menor do que as projeções. Até o momento, conforme especialistas que acompanham o governo, a previsão é que as medidas de contenção sejam eficazes, mas requerem mais tempo para obter os resultados concretos.

Fernando Ruíz, ministro da Saúde, afirmou que o impacto das medidas aplicadas antes do início da quarentena está sendo conhecido somente agora e que a análise dos resultados permitirá uma melhor preparação dos serviços de saúde e reforçará o atendimento às populações de maior risco.


Fonte: El Tiempo  – Bogotá (Colômbia) 

Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social


 

Equador

 

Guayaquil terá dois novos cemitérios para mortos pelo coronavírus

 

A prefeitura de Guayaquil, no Equador, construirá dois novos cemitérios para enterrar as vítimas da Covid-19 na cidade, de acordo com um anúncio feito hoje pela prefeita Cynthia Viteri. "O primeiro será uma expansão do atual cemitério Angela María Canalis, localizado no sul de Guayaquil, e no segundo, que será construído do zero, o trabalho de limpeza já começou". "Serão 12 hectares no total e haverá cerca de 12 mil sepulturas entre os dois cemitérios. Ambos serão gratuitos e serão em homenagem àqueles que morreram durante esta tragédia para que todos os seus entes queridos possam homenageá-los", acrescentou a prefeita. A província de Guayas e sua capital Guayaquil são o epicentro do surto da covid-19 no Equador. Somente essa província registrou 2.534 casos, 67,6% do total no país (3.747, de acordo com o último boletim), e as mortes totalizaram 130, 68% de todo o Equador, embora haja outras 173 mortes não confirmadas, mas aparentemente causada pelo vírus.

O acúmulo de cadáveres gerou uma crise na semana passada que foi resolvida nas últimas horas, embora ainda haja cerca de mil corpos para serem sepultados. É um processo realizado sem membros da família para evitar surtos de novas infecções. Os familiares das vítimas que morreram durante a crise poderão descobrir, a partir de um site oficial, onde seus entes queridos foram enterrados. Na segunda-feira (6), 146 vítimas do vírus foram enterradas pela Força-Tarefa Conjunta militar e policial criada pelo governo para acabar com o caos que existia e a disseminação descontrolada do coronavírus.


Fonte: UOL
Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social

 


 

Uruguai


 Governo informou 28 novos casos de coronavírus no país

 

O Sistema Nacional de Emergência do Uruguai (Sinae) emitiu uma declaração indicando que 28 novos casos de coronavírus foram confirmados no país, elevando o número total para 217. A agência explica que até ontem (25) 320 análises tinham sido processadas. Dos 217 casos confirmados, quatro pessoas estão em tratamento intensivo.

Os departamentos em que os casos foram registrados são os de Canelones, Colônia, Flores, Maldonado, Montevidéu, Rocha, Salto e Soriano. Em relação ao último relatório, Soriano se junta à lista com casos confirmados do novo coronavírus.
*Fonte: El Pais – Montevideo

   

Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social


 

Paraguai

A quarentena vai continuar por mais uma semana

 

O presidente do Paraguai, Mario Abdo, confirmou que a quarentena total – que terminaria no próximo domingo de Páscoa – será estendida por mais uma semana, até 19 de abril. Até o momento, existem 119 casos confirmados no país. A decisão foi tomada por recomendação do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social, mas o governante ressaltou que poderá haver exceções e algumas pequenas modificações com relação ao isolamento total que foi mantido no país até o momento. De acordo com as projeções dos profissionais de saúde paraguaios, o pico de contágio estaria concentrado na segunda quinzena de abril.

Fonte: ABC – Assunção (Paraguai)

 

País contabiliza cinco mortes pela Covid-19

 

O novo coronavírus causou mais duas mortes no país neste domingo (5), conforme relatado pelo ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, através da rede social Twitter. Desde o dia 20 de março, data em que ocorreu o primeiro óbito por Covid-19, já são cinco falecimentos.

Conforme Mazzoleni, até ontem, foram processadas cerca de 1.700 amostras para determinar os mais de 100 casos positivos já detectados no país.

Fonte: ABC Color  – Assunção (Paraguai)

 

 Infectologista prevê desastre caso as estradas não sejam fechadas

 

Diante do grande deslocamento de paraguaios rumo ao interior do país por ocasião da proximidade do feriado de Páscoa, o médico infectologista Tomás Mateo Balmalli fez um alerta aos governantes, nesta sexta-feira (03): a quarentena deve ser estendida, pois o Paraguai não tem capacidade para enfrentar a pandemia de coronavírus. O especialista considerou que as autoridades são “inúteis” por não terem impedido a saída de pessoas para o interior do país e acrescentou que “Se entrarmos em uma batalha com a doença, vamos perder e as consequências podem ser devastadoras”. Sua avaliação é de que ainda há tempo para evitar uma crise em larga escala, desde que as autoridades ajam de forma diferente. Usou, como referência, o que está acontecendo em Guayaquil, no Equador, onde o governo não tem capacidade para transportar e enterrar dezenas de mortos. “As pessoas precisam ser impedidas de migrar para o interior na Páscoa”, disse Balmelli, acrescentando que as autoridades “fazem tudo extremamente devagar” e que realizar 1.200 exames em quatro semanas é “como não ter feito nada”. Caso não seja adotado o fechamento das estradas paraguaias, Balmelli prevê que “um desastre exploda em maio ou junho”.

Fonte: ABC Color  – Assunção ( Paraguai)

 

Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social


 

Peru

 

 Mais de mil infectados e 30 mortes

 pela Covid-19  


Um aumento preocupante no número de pessoas infectadas pelo coronavírus foi registrado ontem no Peru que atingiu 1.065 infectados no décimo sexto dia da emergência nacional. O número de mortos subiu de 24 para 30 em um único dia.

Durante sua habitual entrevista coletiva, o presidente Martín Vizcarra relatou que das 14.463 pessoas submetidas ao teste, 1.065 resultaram positivas para contágio.
Se a curva de contágio seguir inalterada, o número de infectados dobrará a cada cinco dias. “Agora existem cerca de um mil infectados, cinco dias atrás havia 500 e, antes, 250”, afirmou.

Relatou que dos casos positivos no Peru, 190 estão hospitalizados e 57 permanecem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Destacou, também, que quase 400 pessoas receberam a alta epidemiológica após concluir a fase de isolamento.

Fonte Diário Ojo – Lima (Peru)

  

Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social


 

Venezuela


 

 A ONU apontou Venezuela como um

 dos países prioritários no combate do covid-19

 

A ONU situou a Venezuela entre países prioritários para participar entre abril e dezembro de programa da Organização no combate da pandemia do coronavírus. Em seu Plano Global de Resposta Humanitária ao Covid-19, relatório publicado nesta quarta-feira (25), a organização alertou que o sistema de saúde pública venezuelano tem capacidade limitada para atender os pacientes com as manifestações mais graves da doença.

A ONU acrescentou que essa limitação se origina de vários fatores, como a escassez de medicamentos e suprimentos médicos, a falta de água e eletricidade, além da migração de profissionais da área da saúde. No documento, a Organização também se refere a grupos de risco na Venezuela diante da pandemia. Isso inclui pessoas com mais de 60 anos, com problemas de saúde preexistentes, com acesso limitado a serviços de higiene e com insegurança alimentar.

 

Francisco Queiroz Filho - Assessoria de Comunicação Social


 

3. Fake News: não caia nessa!


 

 De olho nas fake news  

 

É fundamental que estejamos bem informados sobre o andamento da pandemia, os riscos a que estamos submetidos e as ações que devem ser tomadas em caso de suspeita de contaminação. Nessa hora, somente fontes formais (órgão oficiais, profissionais da saúde, veículos de imprensa) devem ser consultadas. Diante disso, selecionamos algumas notícias que andam circulando pelas redes sociais e averiguamos o que é verdade e o que é mentira. Confira:

“Água quente é capaz de matar o vírus” (falso)
Essa mensagem esta sendo circulando nas redes sociais e traz a orientação de um suposto profissional da saúde para que se beba água quente (entre 26ºC e 27ºC) para matar o coronavírus. O Ministério da Saúde salienta que a temperatura do corpo é de ao menos 36ºC, portanto, ingerir líquidos nas temperaturas sugeridas não faria qualquer diferença. E ressalta: não há medicamento, substância, vitamina ou alimento específico capaz de evitar o contágio.

“Coronavírus veio dos inseticidas” (falso)
Você já deve ter visto circulando na internet: a imagem do rótulo de um inseticida, onde se lê “human coronavírus”. Não caia nessa! A imagem é totalmente fake! A comunidade científica ainda não identificou a origem do novo coronavírus, embora haja suspeitas de que ele tenha surgido pela primeira vez em vilarejos do interior da China. O Ministério da Saúde é enfático: a transmissão e a contaminação se dão por meio do contato com secreções ou pelo ar.

“Cuidado ao estourar plástico bolha, pois o ar vem da China” (falso)
Não dá para negar que o povo é criativo. Essa mensagem que circula nos grupos do WhatsApp diz que as bolhas de plástico que envolvem produtos importados da China podem estar contaminadas pelo covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, não há qualquer evidência sugerindo a veracidade dessa informação. “Vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos, e o tempo de tráfego destes produtos costuma ser de muitos dias”, diz o órgão do governo.

“Vacina contra o Covid-19 foi descoberta” (falso)
Isso infelizmente não é verdade. De acordo com a OMS, a grande dificuldade em encontrar uma vacina contra o covid-19 está no fato de que o vírus está em constante mutação. No entanto, os cientistas continuam pesquisando. De acordo com a imprensa chinesa, o país asiático deu aval a pesquisadores para que iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental. Por enquanto, é só mais um teste.

 “Prender a respiração por 10 segundos indica se a pessoa tem a doença” (falso)
No Brasil, essa desinformação está circulando com força total. O boato diz que se você fizer o teste caseiro de prender a respiração por 10 minutos, poderá descobrir se foi contaminado pela doença. Caso consiga prender a respiração por 10 segundos sem tossir, não está infectado. A questão é séria e fez com que o Ministério da Saúde montasse a página www.saude.gov.br/fakenews exclusivamente para o monitoramento de notícias falsas.

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social


 

 Ministério da Saúde cria canal

 para desmascarar as fake news

 relacionadas ao coronavírus

 

É como uma praga: as fake news se propagam numa velocidade muitas vezes até maior do que a contaminação pelo coronavírus. Conteúdos enganosos circulam em aplicativos, pelas redes sociais, pelo boca-a-boca, e vão desde receitas milagrosas e teorias da conspiração até boatos sobre vacinas e cura para o covid-19.

Para frear essa avalanche de desinformação, agentes de saúde, órgãos oficiais, pesquisadores e jornalistas estão trabalhando incansavelmente. O Ministério da Saúde está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. O canal é um espaço exclusivo para receber informações que se disseminam entre a população e que serão apuradas pelas áreas técnicas. Após a averiguação, o Ministério responde oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.

Confira, aqui, algumas informações que circulam pela internet e que já foram averiguadas pelo Ministério da Saúde que decretou: são fake news!

Aplicativo Coronavírus-SUS, do Governo do Brasil, é inseguro - É FAKE NEWS!
Governo do Brasil anuncia vacina do coronavírus - É FAKE NEWS!
China anuncia vacina para coronavírus - É FAKE NEWS!
Beber muita água e fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre previne coronavírus - É FAKE NEWS!
Pesquisa publicada por cientistas chineses diz que coronavírus tornará a maioria dos pacientes do sexo masculino infértil - É FAKE NEWS!

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social

 

4. O Brasil e a pandemia


 Governo fecha 1° contrato para fabricar respirador em larga escala no país

 

O Ministério da Saúde assinou, nesta terça-feira (7), o primeiro acordo com um fabricante nacional de respiradores hospitalares desde que a pandemia de coronavírus atingiu o País.

Numa força conjunta, a Magnamed, responsável pelo projeto, utilizará a capacidade de produção em larga escala da Flextronics, montadora internacional que normalmente atende o mercado de telecomunicações e tecnologia, para entregar 6.500 aparelhos até agosto, com expectativa de duas 2.000 unidades no primeiro mês. O valor do contrato não foi revelado, mas calcula-se no mercado que o valor de cada respirador fique entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. Ambas as empresas têm sede no estado de São Paulo.

Entre várias iniciativas em curso, a junção Magnamed-Flextronics foi até agora a que conseguiu reunir todas as especificidades necessárias para receber o aval federal. Em Santa Catarina, a produtora de geradores Weg, já tem linhas de montagem prontas para produzir um modelo alemão de respirador para o governo federal. A empresa afirma ter capacidade para produzir 50 respiradores por dia e aguarda decisão do governo para dar início à produção.

Dependência da China

Embora possam ser montados no Brasil, os aparelhos respiradores dependem de peças importadas. Pesquisadores das Universidades de São Paulo (USP) e do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolvem modelos baratos de respirador que visam justamente a driblar a necessidade de peças importadas. A previsão mais otimista é ter um modelo aprovado para fabricação em três semanas.

Bate-cabeça

Bancos e fundos de investimento acompanham projetos e aguardam a garantia dos contratos federais para entrar nas operações de financiamento de peças e contratações de pessoal para produção nacional de respiradores.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por exemplo, tem seu protótipo feito em parceria com Senai e iniciativa privada, e está disposta a abrir o projeto para quem quiser fabricar, mas precisa de homologação da Anvisa para o aparelho. Desde o início da crise, projetos inundam o Ministério da Saúde diariamente, mas a grande maioria esbarra em critérios técnicos — ou a empresa não tem capacidade de produção em larga escala, ou não obedece aos requisitos para a produção de material hospitalar.

Conserto de respiradores ociosos

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) organizou uma rede de oficinas em 19 estados para receber respiradores que precisam de conserto. Em cerca de duas semanas, recebeu 599 unidades e entregou 37 de volta à rede hospitalar. Hospitais podem entrar em contato com o Senai local para enviar equipamentos para o conserto. As Forças Armadas e a Polícia Militar têm ajudado com apoio logístico.

Com informações do UOL
Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social


 

 Entrevista com o presidente da Famurs

 

O presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), Eduardo Russomano Feire, prefeito de Palmeira das Missões, tem convivido diariamente com os dilemas e as aflições dos gestores municipais gaúchos. Diante da situação inédita de pandemia que estamos vivendo, prefeitos e parlamentares tentam driblar a escassez de recursos, o desconhecimento sobre a doença e sua verdadeira dimensão e buscam mecanismos institucionais e legais para minimizar os prejuízos que esta pandemia inevitavelmente está trazendo. Nesta conversa por telefone com a ACS, realizada na tarde do dia 23, Russomano fala sobre os principais problemas enfrentados pelos municípios e sobre as ações que estão sendo adotadas pelos gestores.

TCE: Quais as principais questões que estão afligindo os gestores?

Russomano: Um dos principais problemas que os municípios estão tendo é a falta de equipamentos de proteção para as equipes. Hoje, não se encontra fornecedor. Estamos pressionando o Estado, que assumiu o compromisso de adquirir equipamentos em grande quantidade e distribuir entre os municípios. Mas estamos fazendo um levantamento – não sabemos qual quantidade o Estado vai conseguir e qual o volume da demanda. Todo mundo quer usar máscara, todo mundo quer se proteger. Até as forças policiais nos pedem suporte nesta questão, porque os equipamentos não estão sendo fornecidos pelo Estado. Então, esse é um problema recorrente de praticamente todos os municípios.

TCE: Qual a orientação que a FAMURS está dando aos gestores?

Russomano: Estamos buscando auxílio no governo e estamos orientando que, quem conseguir comprar através de seus consórcios de saúde ou compra direta, que faça a compra, que não fique só aguardando o Estado, porque isso é essencial no combate à doença.

TCE: Como os municípios estão administrando os recursos humanos?

Russomano: Os prefeitos estão perguntando muito sobre contratações de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, pois vários municípios terão que contratar. Há municípios pequenos, com uma equipe mínima, às vezes de três enfermeiros e um médico que trabalham apenas três vezes por semana. Se um profissional se contamina, como vai atender? Não tem como... Estamos orientando que contratem, na medida do possível, e ampliem suas equipes, que façam contratações emergenciais. Não estamos orientando a fazer o processo de seleção porque não há tempo, não tem como fazer um processo seletivo nos moldes tradicionais. Estamos orientando que contratem, avaliem currículos, montem uma comissão avaliadora e que tentem passar isso pelas câmaras de vereadores, pela autorização dos legislativos.

TCE: Como a FAMURS está orientando os gestores que buscam o fechamento das entradas das cidades?

Russomano: Estamos orientando a não fazer. Alguns municípios do Litoral fizeram isso, mas nem em estado de calamidade isso seria possível. Quando começaram a fechar no Litoral, as outras regiões também começaram a querer fechar, municípios que fazem fronteira com outros países... Orientamos que não fizessem, de acordo com orientação do próprio Ministério Público do Estado.

TCE: Quais as ações imediatas estão sendo tomadas pelas prefeituras?

Russomano: Estamos solicitando que todos os municípios criem seus comitês técnicos para avaliar situação por situação. Estamos, também, orientando que as secretarias municipais de assistência social e da saúde façam levantamentos sobre as famílias vulneráveis, necessidade de cestas básicas e de ações que possam beneficiar essas comunidades. Aos municípios que são referência, orientamos que montem estruturas paralelas aos hospitais para aqueles pacientes que não têm sintomas graves, mas que precisam ficar isolados. Vários municípios que são referência estão fazendo esse levantamento. Estamos organizando, aqui em Palmeira das Missões, um hotel, para referenciar o atendimento a 10 municípios. Sei que Gramado, Bento Gonçalves, Carazinho, Passo Fundo também estão fazendo isso. Tudo está sendo orientado pelas secretarias de estado, para que esses municípios, que são referências, tenham essas estruturas, que podem ser montadas em colégios, ginásios, hotéis, prédios públicos ou privados. O governador considerou, por decreto a requisição desses bens privados para o enfrentamento à pandemia. Essas estruturas são para receber pacientes que não estão em estado grave, para isolar famílias carentes e os profissionais da área da saúde que não querem retornar para casa para não contaminar seus familiares.

TCE: De onde sairão os recursos para essas ações?

Russomano: Os prefeitos estão preocupados com isso porque, ao mesmo tempo em que há a urgência e a situação de calamidade, têm as contas. Nós estamos com um grupo de advogados orientando, também em contato constante com o Tribunal de Contas do Estado. Existe uma preocupação muito grande. Mas, entre o risco das pessoas e as contas dos municípios, na medida do possível, temos que tomar atitudes. Aqui em Palmeira das Missões, por exemplo, tem um recurso na área da saúde que está represado, e estão me demandando para a compra de respiradores, de EPI’s e eu não tenho dotação para utilizar esse recurso. Depois eu vou ter que prestar contas. Isso está acontecendo com vários municípios.

TCE: O que mais pode ser feito?

Russomano: Uma proposta que está havendo pressão grande é com relação aos pedágios para os caminhoneiros, com relação ao abastecimento. Os caminhoneiros ameaçam parar, estão pressionando várias entidades. Querem a suspensão do pagamento de pedágio, pois eles também estão enfrentando situação difícil, com vários restaurantes e hotéis de beira de estrada fechados. Eles estão sem estrutura e estão com medo. Se parar o abastecimento, será problema.

Outro ponto importante é com relação à contratação de médicos. Nós estamos fazendo um movimento, pela FAMURS, para que o governo federal libere a contratação de médicos, sem o REVALIDA. Médicos estrangeiros ou brasileiros formados no Exterior, mas que tenham trabalhado com o programa Mais Médicos e que hoje estão fora do mercado. Vários municípios estão com apenas um, dois ou três médicos... Municípios com até 25 mil habitantes terão grandes dificuldades. Então, estamos fazendo esse movimento junto com a Confederação Nacional de Municípios para que os municípios sejam autorizados a contratar. Vamos continuar pressionando o governo federal.

Também estamos pedindo o auxílio do Exército, para que sejam montados os hospitais de campanha, tanto nos municípios que são referência, como em municípios que são carentes de estrutura na saúde para receber pacientes. Estamos solicitando, também, a cedência de militares para auxiliar a Brigada Militar na questão do isolamento social, porque vários municípios estão com dificuldade, não têm contingente policial.

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social

 

5. Serviços



    DICAS DE BEM-ESTAR

Vamos cuidar da nossa imunidade?

 

Você sabia que o estresse nos deixa mais vulneráveis a infecções?

O estresse estimula uma cascata de respostas no nosso organismo e, entre elas, está a liberação do CORTISOL. Esse já conhecido "hormônio do stress" tem como uma de suas reações a depressão do sistema imunitário.

Porém, antes de tachá-lo de vilão, temos que explicar que esse foi um hormônio importantíssimo para a evolução humana: o pico de estresse fazia o homem das cavernas reagir às ameaças. Junto com a adrenalina, o cortisol entrava em ação: através do catabolismo muscular, o hormônio induz a utilização das reservas energéticas do organismo e tem efeito sobre o sono, mantendo o estado de vigília. Mas é pelo efeito anti-inflamatório (redução da produção de linfócitos T, histaminas e serotonina), que se desencadeia a supressão da resposta imune.

O organismo fica com as defesas deprimidas, seja contra o coronavírus, o vírus da dengue, da influenza, ou outras doenças (transmissíveis ou não) e parasitas.

Não vivemos mais nas cavernas, mas atualmente sabe-se que, além do estado de alerta, maus hábitos estimulam a produção de cortisol: noites sem dormir, alimentação rica em gordura ruim e excesso de carboidratos. E, além disso, o medo, a revolta, a insegurança e as tensões são agentes estressores.

Então, que tal utilizarmos nosso afastamento temporário para construirmos uma nova rotina que seja mais saudável e aumente nossa imunidade?

Confira nossas dicas ao longo da semana!

 

DICA 1: Sono

 

 

Dormir bem é essencial para o sistema imunológico, para prevenir alterações cardíacas e obesidade, para manter uma boa memória e saúde mental.
Então, nada mais justo do que nossa primeira dica ser sobre a higiene do sono. A duração e qualidade do sono melhoram muito com adoção de atitudes simples:

- Organizar o quarto e cama de forma que proporcionem conforto e bem estar, com a temperatura ideal e ambiente silencioso;
- Redução da intensidade da luz artificial horas antes de dormir, para a liberação de melatonina;
- Evitar alimentação pesada (calórica e gordurosa) à noite;
- Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas antes de dormir;
- Evitar bebidas estimulantes (como café e energéticos);
- Manter o celular distante da cama.

 

Gabriela Quines Mendelski

Profissional de Educação Física do Serviços de Perícias Médicas do TCE-RS


    DICAS DE SAÚDE BUCAL

Como ficam os tratamentos ortodônticos?

 

Siga as recomendações de higiene e as orientações fornecidas no seu último atendimento, mantendo eventual uso de elásticos, se for o caso.

Redobre os cuidados relativos à consistência dos alimentos, evitando mastigar caroços de pipoca, azeitona, ameixa, pêssego e afins, reduzindo, assim, o risco de intercorrências.

 

Crianças em casa exigem um bocado de atenção

 

Não descuide dos bons hábitos alimentares e da rotina de higiene bucal dos pequenos.

Evite líquidos adocicados (sucos industrializados e refrigerantes) e alimentos açucarados e pegajosos (bolachas recheadas e doces em geral). Entre as refeições, mantenha a rotina de escovação e, antes de dormir, inclua sempre o fio dental.

 

 


Sangramento gengival durante a escovação é normal?

 

NÃO!!!

É um indicativo de gengivite, normalmente causada por acúmulo de placa.

Insista nas escovações diárias, dando atenção às áreas de sangramento e, ao menos uma vez ao dia, faça uso de fio dental.

 

O tempo cura tudo, menos cárie!

 

Em tempos de isolamento, tenha cuidado com o aumento da ingestão de açúcares e carboidratos, pois eles favorecem a formação de cárie.

Aproveite para reforçar com sua família os bons hábitos de higiene bucal. Prefira escova dental de cabeça pequena e cerdas macias e, diariamente, use fio dental.

 

Equipe de Odontologia do Serviço de Perícias Médicas do TCE-RS



 Solução caseira para eliminar o coronavírus da sua casa

 

Para a fórmula, use água sanitária de sua preferência comprada em supermercados.

ATENÇÃO: sempre leia o rótulo! A concentração de princípio de cloro ativo deve ser de 2% a 2,5%.
E cuidado na manipulação do produto!
Não
adianta usar água sanitária pura!
O que leva à eliminação dos organismos é uma substância chamada "ácido hipocloroso".

Você precisará de:
- 25 ml de água sanitária (equivale a meio copinho plástico de cafezinho);
- 1 litro de água;
- 1 garrafa de vidro ou plástico – não esqueça de guardar a garrafa em local seguro e identificar o conteúdo.


Como preparar:
Coloque um pouco da água dentro da garrafa, acrescente a água sanitária, coloque o restante da água, tampe e misture bem.
NÃO deixar exposto ao sol!
O odor de cloro é suave.
Esta solução agindo de 15 a 20 segundos é fatal para o coronavírus.

 

Onde usar:
Use com borrifador ou com um pano seco e limpo umedecido com a solução:
- Limpe frutas e verduras, assim que chegam das compras. Após a ação da solução, higienizá-las devidamente antes de consumir;
- Higienize sacolas plásticas e embalagens dos produtos quando chegam em casa;
- Limpe também chaves, maçanetas, superfícies de mesa, etc.
IMPORTANTE: NÃO USAR EM CELULAR E ELETRÔNICOS.

 

Para pisos, áreas abertas, sola de calçados:
Para um litro de água, use 50 ml de água sanitária (equivale a um copinho de cafezinho cheio).


Retirado do artigo elaborado pelo químico Dr. Jorge Macedo, D.Sc
Apoio do CFQ e CRQmg

Fornecido por Rodimar Fulini, técnico de Enfermagem do Serviço de Perícias Médicas do TCE-RS.

 

 Vacinação durante a pandemia de

 coronavírus (SARSCoV-2)

 

Considerando que, ao mesmo tempo em que o isolamento e a limitação na circulação de pessoas reduz a transmissão, não só do coronavírus (SARSCoV-2), mas de outros patógenos, o não comparecimento de crianças às unidades de saúde para atualização do calendário vacinal pode impactar nas coberturas vacinais e colocar em risco a saúde de todos, especialmente frente à situação epidemiológica do sarampo, febre amarela e coqueluche que vivenciamos atualmente.

Por isso, as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) sugerem:

1) A oferta das vacinas deve ser mantida de maneira regular e sustentada pelo PNI Programa Nacional de Imunização (PNI);
2) A população deve  manter o calendário vacinal atualizado, procurando visitar a unidade de saúde ou clínicas privadas de imunização mais perto de suas residências e em horários menos concorridos; 
3) O distanciamento, especialmente de idosos, deve ser rigorosamente respeitado;
4) O calendário deve ser otimizado, com a aplicação do maior número de vacinas possível na mesma visita, desde que se respeite o intervalo mínimo entre as doses, com o objetivo de reduzir o número de visitas às unidades de saúde;
5) Não há evidências sobre a interação da COVID19 e a resposta imune às vacinas. Para reduzir a disseminação da doença, qualquer pessoa com sintomas respiratórios ou febre não deve comparecer aos centros de vacinação;
6) Casos suspeitos ou confirmados de COVID19 poderão ser vacinados após a resolução dos sintomas e passado o período de 14 dias do isolamento.

Campanhas:
Em relação à campanha de vacinação contra o influenza, onde a imunização de idosos é uma prioridade, a suspensão temporária da vacinação rotineira de crianças por um curto período pode ser considerada, com o intuito de reduzir a exposição dos idosos.

Novas informações e recomendações como parte da estratégia de enfrentamento da pandemia de COVID19, poderão ser atualizadas a qualquer momento.

Referências: SBP e SBIm


Jamile Cerioli
Pediatra do Serviços de Perícias Médicas do TCE-RS

 


 

 Atente para a postura adequada no teletrabalho

 

O momento nos exigiu abrir mão do nosso posto de trabalho normal e rapidamente nos adaptar ao trabalho remoto. Como podemos fazer isso sem comprometer nossa saúde?

Descrevo a seguir, de forma sucinta, a boa postura à frente do computador em casa. São orientações dadas no Programa Fiscalizando sua Postura, adaptadas ao ambiente domiciliar.

 

 

1.o é recomendável trabalhar improvisando: no sofá, na cama ou em qualquer outro local, com o notebook no colo.

2. Procure, em sua casa, uma mesa e cadeira onde você possa ajustar as recomendações abaixo listadas. Adapte-se, use utensílios que você tem à disposição, crie um posto de trabalho de forma que, ao fim do seu dia, você esteja bem.

3. A tela do nosso computador tem que estar na altura dos olhos, sem forçar ou impor ao pescoço sua inclinação para frente.

4. Mantenha toda a extensão das costas apoiada no encosto da cadeira. O quadril deve ficar bem encostado no encosto e acento, buscando um ângulo 90° do tronco, do corpo e das pernas.

5. Os antebraços devem ficar apoiados na mesa, descarregando neste ponto o peso de todo o braço, deixando assim os punhos livres e relaxados sobre o teclado e o mouse.

6. Devemos manter também as articulações dos joelhos e tornozelos numa angulação de mais ou menos 90° e pés apoiados no chão.

Seguindo essas orientações, dentro do possível, você poderá trabalhar de modo remoto e manter uma boa Qualidade de Vida. 

Cuide-se!

 

Ana Cláudia E. Machado
Fisioterapeuta do Serviço de Perícias Médicas do TCE-RS

 


Entidades oferecem atendimento em

 saúde mental gratuito por conta da

 crise provocada pelo coronavírus

 

Lideradas pela Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA), entidades ligadas ao tratamento da saúde mental disponibilizam, desde o início desta semana, o Atendimento Solidário em Saúde Mental: covid-19. São mais de 700 psicólogos e psiquiatras que, de forma voluntária, prestam atendimento por telefone para pessoas de todo o Estado. As conversas objetivam confortar os que, por algum motivo, estejam com sentimentos de solidão, desamparo, angústia de morte, medo, pânico e outros sentimentos disruptivos comuns em momentos de crise como os que estamos vivendo na pandemia do coronavírus. Desde a última segunda-feira (23), cerca de 200 pessoas já foram atendidas.

O psiquiatra José Carlos Calich, presidente da SPPA, situou a importância desse tipo de iniciativa para a preservação da saúde mental. “Há pessoas que estão angustiadas com o assunto coronavírus, seja porque estão enclausuradas, porque pensam que vão morrer, que estão contaminadas, que vão empobrecer ou que o mundo vai acabar. A lista é longa... Estamos preocupados porque achamos que as pessoas vão ficar muito tempo nessa situação de quarentena e vão adoecer”, assinalou.

Calich ressaltou, ainda, que há um canal de atendimento exclusivo para os profissionais de saúde que atuam na linha de frente, mais expostos, portanto, à possibilidade de contaminação. “Nossa ideia é a de ajudar esse grupo de profissionais a trabalhar de forma menos pressionada. Há médicos que estão sobrecarregados, angustiados, que podem se desestabilizar e entrar em situação de colapso. Temos que preservar a sanidade desses profissionais que estão sob pressão e precisam continuar trabalhando”, observou.

Nos casos em que o paciente precise de atendimento mais prolongado, ele será encaminhado a outro tipo de serviço. “O que estamos disponibilizando é esse primeiro acolhimento, a possibilidade de a pessoa poder falar sobre seu problema, porque existe quem precise apenas conversar por estar, além de confinado, isolado. Há pacientes que estão com coronavírus que precisam ficar isolados da família, de amigos, e não têm com quem conversar”, explicou o presidente da SPPA, para quem os casos de contaminação no Estado tendem a crescer, com  o consequente aumento de atendimentos feitos pelo serviço de apoio à saúde mental.

Para ter acesso ao serviço dos psicólogos e psiquiatras voluntários, basta acessar o site www.sppa.org.br , preencher os dados solicitados e, no mesmo dia, um profissional entrará em contato.

Há também dois números de telefone exclusivos para o atendimento de trabalhadores da saúde: (51) 98193-7387 (exclusivo para médicos) ou (51) 99997-9085 (para outros profissionais da saúde).

Fazem parte da parceria com a SPPA as seguintes entidades: Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre, Centro de Estudos de Psiquiatria Integrada, Centro de Estudos, Atendimento e Pesquisa da Infância e da Adolescência, Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia, ITIPOA Psicanálise e Criatividade e Centro de Estudos Luis Guedes.

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social


 

 Plataforma auxilia donos de PETs

 a encontrar ajuda para cuidar

 dos seus bichinhos

 

Quem tem um animalzinho de estimação e faz parte do grupo de risco de infecção do novo coronavírus ganhou uma ajuda que vale muito: uma plataforma para auxiliar, de forma gratuita, quem tem PETs e não pode sair de casa para levar seu melhor amigo para passear, visitar o veterinário ou comprar medicamentos ou ração. É a pets.ajudacoronavirus.com.br, idealizada pelo analista de sistemas Pedro Viana.

Funciona assim: os voluntários preenchem um cadastro, onde fornecem contato, endereço e os turnos de disponibilidade para auxílio. Por sua vez, quem precisa de ajuda indica o tipo de auxílio que necessita e o motivo. A plataforma, então, cruza as informações e disponibiliza os contatos dos voluntários mais próximos à residência do dono do animalzinho.

Pedro Viana conta que a ideia de auxiliar os donos de pets surgiu por meio da sugestão de uma usuária da outra plataforma criada por ele há uma semana, a ajudacoronavirus.com.br, que já conta com mais de 1.700 voluntários em todo o Brasil (a maioria gaúchos e paulistas) e auxilia idosos e pessoas em grupo de risco ou com saúde debilitada nas compras de alimentos, remédios e produtos de higiene e limpeza nos supermercados e farmácias.
“As duas plataformas funcionam de maneira muito semelhante, porém a versão pet é voltada exclusivamente para a causa animal. O voluntário indica seu endereço, contato e disponibilidade de tempo e quem faz parte do grupo de risco também preenche alguns dados pessoais e escolhe o voluntário mais próximo para auxiliar na tarefa pretendida. Isso vai evitar que as pessoas do grupo de risco, idosos e doentes crônicos saiam às ruas e, mesmo assim, fiquem tranquilos quanto ao atendimento das necessidades de seus bichinhos”, explica o empresário. 

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Porto Alegre que, através do Gabinete da primeira-dama e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, disponibilizou contatos de protetores de animais cadastrados junto ao município para compor o cadastro do pets.ajudacoronavirus.com.br. Além disso, conforme explica a primeira-dama Tainá Vidal, a plataforma pode estimular e facilitar a adoção de animais abandonados: “Só em Porto Alegre, há 60 mil cães e gatos abandonados. Nesse momento de recolhimento, reflexão e solidariedade, por que não ajudar os animaizinhos, que precisam ajuda e carinho e não são transmissores de doença?”. Ela conta que há, na plataforma, um telefone para quem quiser fazer o agendamento para adotar os bichinhos abrigados pela prefeitura e por ONGs parceiras, ou para realizar a doação de ração para esses animais.

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social


 

 Enfermeiro virtual dá orientações iniciais

 em casos de suspeita de coronavírus

 

Na busca por fornecer informação de qualidade à população e evitar uma corrida aos postos de saúde, aumentando, assim, o risco de contaminação pelo novo coronavírus, foi criada a CORONABR, uma plataforma que conta com um enfermeiro virtual capaz de seguir o raciocínio clínico e dar orientações iniciais à população. A iniciativa é resultado da parceria entre o médico infectologista da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Lucas Chaves, e duas empresas: a Axonn, startup criada para otimizar o acesso a atendimentos médicos, e a Pixit, empresa especializada em soluções de plataforma.

Acessando o endereço coronabr.com.br, o usuário responderá a algumas perguntas básicas sobre o seu estado clínico (se teve febre, há quanto tempo está febril, qual foi a temperatura mais alta que mediu) e se apresentou algum dos sintomas do Covid-19, como coriza, cansaço, dor de cabeça, dor no corpo, mal estar, dor na garganta.

No decorrer das respostas, o enfermeiro virtual faz outros questionamentos pertinentes ao diagnóstico. Ao final do questionário, o usuário receberá uma orientação prévia do que fazer diante da situação. Clique aqui e faça o teste.


Letícia Vargas - Assessoria de Comunicação Social

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